quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Metamorfose

borboleta

De lagarta a borboleta.

De alguém a ALGUÉM.

De ver a vida passar a viver.

De amar a amar a sentir-se amada.

De sobreviver a amar-se a si próprio.

De sorrir a se sentir feliz.

De estar bem a sentir-se bem.

De gostar a evoluir meus gostos.

De ver a observar.

De escutar a ouvir.

De sentir a viver o que se está sentindo.

De sonhar a viver um sonho.

De medo a coragem.

De receio a “to nem aí”.

De olhar de longe a participar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Reencontro de Natal

24 de dezembro, 22:46.

Ela estava escorada no bifê da copa com um copo na mão e com os pensamentos longe, nem escutou quando a campainha tocou pela primeira vez anunciando os convidados para a festa de natal, somente na segunda ou na terceira, ela mal sabia quantas vezes tinha tocado, é que ela conseguira submergir de seus pensamentos indo atender à porta.

Eles entraram cumprimentaram-na desejando um feliz natal como sempre, e ela, como uma boa anfitriã ficaria ali, pelo menos por enquanto até que o restante dos moradores da casa estivessem .

Tudo estava indo bem, um CD tocava ao fundo músicas que deixavam o ambiente com o clima propício à data em questão. Ela no entanto, ainda não conseguira dominar por completo seus pensamentos, tinha uma dificuldade imensa de prestar atenção a tudo o que acontecia ao seu redor.

Colocou o copo na mesa e simplesmente saiu. Subiu as escadas até o anexo do apartamento e foi para o seu quarto. O relógio marcava 23:27.

Ainda com seus pensamentos longe dali, ela buscava respostas para suas próprias perguntas, queria saber o porquê de várias coisas que pra ela ainda era uma incógnita.

A campainha toca assustando-a novamente, ela olha para seu relógio de pulso, 23:45:

— Aff! A festa é lá em baixo. — resmungou, mas foi atender.

Ao abrir a porta, se deparou com ele, de cabelos molhados, camisa pólo preta e uma calça jeans. Se olharam alguns instantes. Aqueles mesmos olhos verdes que tomavam a sua concentração estava bem ali, na sua frente, ao vivo, e bem a cores.

— A festa é lá em baixo... — Disse ela meio sem graça.

— Eu sei, já fui lá, mas não te vi, então resolvi subir.

— Hum... Está precisando de alguma coisa?

— Sim, estou. — Disse olhando-a nos olhos.

— Em que te posso ser útil? — Perguntou ela estendendo-lhe a mão para que ele passasse.

— Preciso daquele CD. Aquele que estávamos escutando na ultima vez em que eu estive na cidade. — Disse entrando e colocando um embrulho em cima do mármore.

— Nossa...! Eu não faço a mínima idéia de onde ele... Vem. — Disse ela seguindo para a sala de música.

Olhou para tudo e então ligou o som. Eram 5 bandejas diferentes, ela teria que abrir todas para saber onde o CD estava, achou mais fácil colocá-lo para tocar e assim abriria somente a bandeja em que o CD estava.

Se arrependimento matasse, ela estaria morta com certeza. Começando pela bandeja 1, Camila, 2, Reik, 3, Maria Gadú e 4, Ana Carolina.

— Só pode ser esse.

Olhou para ele sem graça e o entregou.

— Desculpa.

— Tudo bem, é que pediram pra eu colocar lá em baixo, na festa. A propósito, não vai descer?

— Mais tarde, na troca de presentes... — Ela olhou para o relógio de pulso. 23:58

—Claro. Já vou.

Voltaram para a cozinha, onde ele havia deixado o pacote que ele carregava quando entrou, dessa vez ele fora na frente e ela o seguiu, ainda próxima a ele.

Chegaram na cozinha e ele colocou o CD dentro de uma sacola, virando de súbito e abraçando- a. Ela se assustou, mas ainda sim correspondeu o abraço indo diretamente em seu pescoço para sentir o cheiro que tanto a fazia falta.

Eles estavam com saudade um do outro. Do abraço, do cheiro da pele, do calor que eles tinham.

Ficaram abraçados um tempo que pra eles durou a eternidade, de olhos fechados ambos esqueceram da festa, do mundo ao redor deles. Ele aproximando sua boca da dela, e sem a mínima pressa, mas com vontade de ter aquele gosto de novo nos lábios a beijou. Era visível a necessidade que eles tinham um do outro, aquele simples toque trouxe os dois de volta a uma vida esquecida há quase dois meses, quando ele se fora.

— Eu estava com saudades! — Suspirou ele no ouvido dela, sentindo-a arrepiar com aquela caricia.

— Eu também. — Disse ela finalmente olhando-o nos olhos.

Beijaram-se novamente e ficaram abraçados por mais alguns segundos. Ele olha para o relógio e a solta, com um sorriso que só ele tinha nos lábios, pegou o embrulho oferecendo-a:

— Feliz aniversário!

— Ah, não...! — Ela suspirou olhando no relógio. — Mas já?!

Ele riu de sua expressão.

Ela nem sentia mais aquele vazio que há poucos minutos atrás quase a sufocava. Ele tinha o dom de fazer isso nela, seus medos, seus anseios tudo isso se dissipava na presença dele.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Reviravolta I

Com o intuito de me distrair, mexi hoje na stande, no cantinho ali do lado onde estão os textos postados por aqui e me deparei novamente com o desabafo REVIRAVOLTA.

O que isso teria de interessante? Somente o fato de que algumas semanas depois de eu postar, meu iPod tentou se suicidar! Não conseguiu por causa dos meus reflexos, mas ele ficou com sérias seqüelas. A tecla play/pause nem funciona mais L.

E mais interessante ainda, o furacão passou, os restos mortais dele estão meio que descritos nos posts que eu andei fazendo ultimamente. É, ele nem passou a tanto tempo assim, mas já o superei, isso é o que importa.

Agora, tenho que arrumar a bagunça que ele fez por aqui. Por aqui que eu digo é em meu coração, a bagunça foi feia, mas já estou providenciando ordem.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Faz de Conta

Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.

Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.

Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.

Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy: FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.

Martha Medeiros

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Check Mat!

Engraçado, como, olhando pra trás, posso ver tudo o que aconteceu, mas nem por isso, meus olhos não se enchem mais de lágrimas que já lutaram para sair, e meu peito já nem dói mais.

Meu coração, que estava machucado, ao saber a verdade, se curou instantaneamente quando eu me dei conta da situação. Estive frente a frente com a minha “inimiga”, e agora sei quem te faz feliz. Tive ciúme, mas já passou.

Ainda te quero, mas também já vai passar. A mentira que se desenrolou sem que você desse conta já acabou com o “nós” antes mesmo de ele existir, e foi bom! Como você iria explicar pra ela o que estava acontecendo sem que algo pior aconteça?

Dizem que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. Se eu sou o lado mais fraco, desculpa, mas já superei a sua dor... E mais! Quero testar todas as suas versões descabidas sobre sua vida louca, sobre suas aventuras. A verdade eu já sei, mas você nem precisa saber de tal.

Foi bom, enquanto durou o que nunca aconteceu. Você já se tornou inesquecível, embora parte de você, eu já tenha esquecido. O tempo foi longo durante essa fração de segundos em que eu tentava assimilar tudo o que vi, mas vai ser curto, pra viver tudo o que você me ensinou.

Obrigada por tentar me destruir e me dar a chance de me reconstituir em cima dos meus próprios erros, podendo agora defender as pessoas que eu amo, e que realmente valem à pena, do veneno no qual, eu já até tenho anti-corpus!

Você foi importante, dentro da insignificância que tem agora, tuas palavras e falas, já nem têm efeito sobre mim, só que você nem testou e nem se tocou disso. Mas agora, quem dá as cartas sou eu. É a minha vez de mexer no tabuleiro. Eu não quero a sua rainha, vou direto ao ponto de partida, no cérebro de toda essa jogada estúpida, em que você achava estar vencendo, por causa da aparente diferença entre nós. Mas, engano seu. Observe.

Check Mat!

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector

domingo, 29 de novembro de 2009

Delírios

Cada movimento teu

Um mistério a ser decifrado.

Meus olhos atentos ao caminho da perfeição

Que teu corpo traça ao compasso da nossa musica.

Não perco sequer uma respiração,

Um piscar de seus olhos olhando nos meus.

Ainda de longe me seduz,

Me faz querer-te.

Chegas mais próximo, sem tirar os olhos dos meus

E sem perder o compasso da dança.

Já eu, não mais consigo segurar o calor que há em mim.

Nem minha respiração que já se encontra ofegante.

Ao passo em que você se agacha e deixa teu corpo próximo ao meu,

Meu coração acelera ainda mais.

Eu me perco, perco a razão, o juízo.

Sinto tua respiração próximo a minha boca.

O primeiro passo é meu, me entrego ao teu bel prazer.

Sinto tua língua a brincar com a minha num momento,

No outro, abro os olhos, cadê você?

Nunca esteve aqui.

Mas minha imaginação me trai, toda vez que fecho os olhos.

sábado, 28 de novembro de 2009

É HOJE!

calendario1
Depois de muitos dias de ira,
(por alguém que acho que nem mereça.)
Enclausurada dentro do meu próprio eu em guerra
Estou eu aqui, mais calma, mais tranqüila e...
Mais ansiosa.
Hoje é o dia da minha prova de vestibular.
Depois de hoje, minha vida pode dar um giro de 360˚ que eu juro não ficar chateada.
De hoje até o ultimo dia do ano, estou preparada pra mudanças.
Preciso de mudanças.
As coisas do jeito que estão, não vão me levar a nada, se caso continuarem.
Mudanças no meu comportamento exemplar não vão tirar de mim essa vontade.
Vontade de ter UM LUGAR EU PRA CHAMAR DE MEU.
Um alguém pra eu chamar de meu, meu amor, meu amigo.
Mas acho que isso vai ter que ficar para outro dia.
Hora de me concentrar para daqui a pouco.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Esquece…


Esquece que um dia eu te quis.
Esquece que um dia você teve a chance de olhar em meus olhos.
Esquece que já esteve frente a frente comigo.
Esquece o gosto do meu beijo.
Esqueça o meu cheiro.
Esqueça o meu sabor.
O hálito que minha boca exala, ao te ter por perto.
Esqueça cada palavra dita.
Cada frase terminada.
Cada suspiro dado ao seu lado.
Cada sorriso cúmplice que trocamos.
Esqueça as palavras que eu nunca precisei dizer com a boca,
Mas que meus olhos e minhas ações disseram por mim.
Esqueça que um dia eu cheguei a pensar que te amava.
Que cogitei algo que seria inaceitável.
Esqueça a importância que você tem pra mim.
A freqüência com que você comanda meus pensamentos.
Esqueça que um dia fomos cúmplices e réus confessos.
Que eu poderia enfrentar o mundo pra ter você ao meu lado.
Esqueça...


GAME OVER!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um Minuto?


Doses desse veneno já não me machucam mais…
Você vai precisar de muito mais do que isso pra me tirar do sério agora.
E eu não estou nem um pouco preocupada com o que você tem que de pior do que eu,
Você nem ligou pra isso quando começou a brincar com o que eu te dava,
Como se a palhaça aqui, não fosse achar ruim, com aquela maquiagem toda a incomodando.
Sabia que eu tenho alergia a máscaras?
Pois é, eu não tenho culpa se você se esconde atrás do seu ponto fraco, achando que ali,
Logo ali, no seu “calcanhar de Aquiles” ninguém vai ousar te atingir...
Sinto muito em lhe informar, você não está salva de pessoas como você,
Pessoas que infringem as leis que as tornam importantes,
Tornando-se apenas pessoas que não têm amor próprio.
Sinto muito, o que eu tenho é dó de pessoas assim.
Dó de você, por ser assim e não deixar que te ajudem.

 

P.S.: Quando o seu muro for a ruína, não hesite em me chamar, estarei esperando o seu minuto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vai e Vem


Ando me sentindo tonta, sem rumo
Sinto-me como se fosse um brinquedo na mão da criança,
Que vai e vem, vai e vem e não tem como parar por si só,
Apenas com o consentimento da criança entretida.
Quando isso vai acabar?
Quando vou ter um momento só pra mim?
Como foi que eu vim parar nesse lugar?
E que lugar é esse?
Se não estou com você, mesmo de baixo do mais aconchegante cobertor,
Sinto frio.
Estou sozinha, tenho medo.
Medo.
Medo, medo de ir.
Medo de ficar, o que me espera?
Mas esse medo, é o mesmo que me faz querer ficar,
O mesmo que me faz querer ir...
O que fazer?
Onde está você?
Quem vai dizer qual é o próximo passo?
Nesse jogo de vai e vem, pra que lado eu vou agora?
Estou perdida.
Perdida em meus pensamentos,
Em meus momentos,
Em meu lugar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Minha Alma

Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sonho

Chove.
Ando pela rua desprotegida
E amaldiçoando minha própria sorte.
A chuva forte cai sobre meu rosto
E molha minhas roupas.
Todos me olham assim, mas eu não ligo.
Procuro algo.
No olhar de quem me encara
Almejo o seu,
Mas tudo o que vejo são olhares vazios,
Nada que eu procure.
Começo a me desesperar ao ver,
Ou melhor, ao não ver o seu olhar.
De repente, ao longe vejo o que procuro.
Em meio à multidão, mas se evidenciando em tudo,
Está lá, você com o seu olhar que me acalma,
Que acende o que há de melhor em mim.
Paro onde estou, e se já estava molhada antes,
Agora já não posso mais me descrever.
A chuva não cessa, mas o meu desespero se dissipa.
Já com seus olhos nos meus, nada me incomoda mais.
Seus braços me abraçam,
Seu rosto cola no meu,
Meu corpo frio se encontra com o seu corpo quente
Causando um choque em nós.
Fecho meus olhos para selar o nosso encontro
E não sinto mais nada.
Relutante meus olhos se abrem
A realidade me invade.
Descubro que nunca saíra do meu lado
Estamos em nossa cama,
Como sempre foi.

Nada Conseguirá Mudar

20/11/2008

Mesmo que o tempo não passe,
Mesmo que as horas não voltem,
Mesmo que o nosso dia nunca chegue.
Nada poderá mudar...

Mesmo que os segundos se arrastem,
Mesmo que uma semana pareça um mês,
Mesmo que um mês pareça um ano.
Nada poderá mudar...

Ainda que a distância seja grande,
Ainda que as barreiras sejam muitas,
Ainda que nada esteja a nosso favor.
Nada poderá mudar...

Ainda que o tempo insista em passar,
Ainda que não nos encontremos por estes tempos,
Ainda que a nossa música pare de tocar,
Nada poderá mudar...

Nada conseguirá mudar o que sinto,
O que aconteceu, nem o tempo apagará.
O porquê? Não sei, tudo foi muito rápido e forte,
Mas nada conseguirá mudar.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Jogo


Apostei e perdi.
Grande observação!
Todas as minhas jogadas foram feitas,
Você me deixou pobre, perdida e vazia
- nua -.
Sem o que jogar
E nada a que recorrer.
Seduziu-me com suas palavras desconexas
Dando sentido a mim.
Encantou-me com seu jogo perfeito e sujo,
Fazendo-me esquecer de tudo.
Concentrando-me apenas em seu olhar carregado;
Carregado de dor, de medo e de qualquer coisa mais.
Ou qualquer outra coisa que eu não tenha entendido.
Enganou meus sentidos
Deixando-me surda, cega e muda.
Minhas mãos desde então só querem sentir a maciez do seu corpo,
A minha boca tem sede do teu gosto.
Em um momento, por alguma razão
Eu tive certeza,
De quê?
Meus pensamentos já não me obedecem mais.
Só sei que apostei e perdi,
Mas ainda te quero.

Autor Desconhecido

domingo, 27 de setembro de 2009

Existem...

... Pessoas são tão importantes e nem sabem o quanto fazem falta;
... Pessoas que não sabemos viver sem e nem sabem disso;
... Pessoas que amamos, mas o sentimento nem é recíproco;
... Pessoas que queremos bem, mas elas não querem só isso;
... Pessoas que temos por perto, mas se encontram longe;
... Pessoas que estão tão longe, mas parecem estar do meu lado agora mesmo;
... Enfim, pessoas que têm o seu lugar sempre em meu coração.

sábado, 19 de setembro de 2009

Nota Mental

Escute a sua música do momento, mesmo que ela seja sarcástica com você.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Reviravolta

Nem sei mais o que dizer, ando meio que travada. Enferrujada. Mas ainda sinto, isso não vai enferrujar nunca.
Confesso que ando meio confusa com algumas linhas tênues, mas nada que um bom banho não clareie as idéias, ainda estou esperando que ele (o banho), me ajude a fazer isso.
Ando perdida em meus pensamentos, e me distráio com facilidade - mais ainda do que de costume! - Isso tem nome, sobrenome e endereço, mas nem vem ao caso.
Ando precisando também perder de vista o meu iPod, nem sei mais quanto mais ele vai aguentar tocar mais e mais vezes "Sutilmente". Qualquer hora dessas ele pára de vez e não liga mais, só pra não tocar mais ela.
O meu telefone já nem mecho mais, só pra não fazer ligações indevidas. - Tem hora que cansa escutar sempre a mesma coisa.
Minha vida está no olho de um furacão, e eu to assistindo isso e encarando de olhos abertos, como uma ADULTA.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Das Utopias

Se as coisas são intangíveis... Ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

http://www.pensador.info/autor/Mario_Quintana/

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Amadurecimento

"Aprenda a gostar de você, a cuidar e você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você... A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar. Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade com o amor da sua vida. Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar"? E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele"? Como diz o meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente achava que era.. Cada namorado era o novo homem da sua vida. Faziam planos, escolhiam o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo". Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses. Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva. Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite. Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando está de short, camiseta e chinelo. A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação já não tem o mesmo valor que tinha antes. A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal, que nos complete e vice-versa. Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... e haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira. Sem falar na diversidade que vai do Forró ao Beatles. Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer a barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!"

http://www.pensador.info/autor/Mario_Quitana/

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Menina

Era apenas uma menina
E se apaixonou!
Sua vida, seu mundo,
Tudo mudou!
O que ela sentia, preenchia tudo,
Todo o vazio que ela sentia antes.
Seus olhos ganharam uma luz
Para enxergar o futuro
E o colorido bonito que a vida tinha.
Perfeito!
A vida para ela estava perfeita!
O sorriso sempre estampado no rosto da menina
Mostrava isso a quem quisesse ver.
Somente uma coisa incomodava a menina,
O fato de seu amor estar longe.
Mas ela seguia e não desistia.
Entra ano, sai ano.
Entra mês, sai mês.
Folhas e mais folhas de calendários riscados
Serviam para contar o tempo que passava,
Mesmo parecendo que não passava nunca.
Quanto mais folhas elas destacava do calendário,
Mais tinha certeza de uma coisa:
Ela o ama.
E quanto mais folhas do seu caderno ela gasta
Para escrever o que sente,
Mais ela suporta o tempo passar.
O que ela escreve?
O que ela mais sabe;
Ela o ama,
Ela o ama.
Ela o ama!

domingo, 19 de julho de 2009

Você

Me peguei pensando.
Normal!
Vindo de mim, isso é perfeitamente normal.
—Visto que sou um ser pensante.—
Mas dessa vez foi diferente, mais evidente.
É evidente o que eu quero
E simples também:
Você.
Foi tão simples isso acontecer,
Tudo aconteceu tão rápido,
Que até hoje me pergunto:
Como?
Como apenas uma troca de olhar foi me mudar,
Mudar a minha vida, as minhas concepções,
Meus instintos, meus desejos.
Meu mundo pára, quando eu ouço sua voz.
Sinto o mundo inteiro olhar para nós quando estou em seus braços.
Sinto-me sozinha em meio à multidão, sem você ao meu lado,
Sinto frio, sem o seu calor a me aquecer,
Não enxergo, sem a luz de seus olhos a iluminar o meu caminho.
A saudade é como uma navalha afiada, um fio cortante,
Que rasga aos poucos, a medida em que vai crescendo.
Mas eu não ligo pra ela que vai me matando aos poucos,
Sei que um dia, terei o remédio para curá-la,
E cicatrizar as feridas que um dia a sua falta me fizeram.
O que seria esse remédio?
A mesma resposta de antes:
Você.
((O meu veneno e antídoto))

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Meu Lugar


Já é de praxe nossos olhares fixos,
Um iluminando o outro.
Seu rosto próximo ao meu,
Sua respiração pesada me mostrando o tempo que passa.
Seu corpo, muitas vezes passando calor para o meu.
No meio desse costume todo, meu mundo pára
De repente o que era normal, passou a me incomodar...
Seus olhos em mim, nunca eram suficientes,
A distancia entre nossos rostos passou a ser grande demais,
Sua respiração passou a ser o som que me acalmava,
Seu corpo, um vício, desejo que nunca se satisfaz.
Acho que me apaixonei.
Seus olhos encontram os meus, ainda consigo ver o que via antes
Mas você não sabe ler o que os meus dizem, gritam.
Você se aproxima mais, na tentativa de decifrar o que pensa que vê.
Aproxima-se mais, me incita.
Meus olhos perdem a esperança,
Já não sabem mais como dizer o que querem...
Você me beija, me abraça e me acolhe em seus braços.
Seu beijo macio, me acalma, me alucina
Seus lábios sabem exatamente o que fazer,
Qual caminho percorrer.
Suas mãos apertam contra meu corpo contra o seu,
Um encaixe perfeito.
Poderia ficar ali o restante da minha vida,
No meu lugar.

domingo, 12 de julho de 2009

O Reencontro

Eram quase uma da tarde e ela acabara de acordar, seus olhos pesados de sono, sua cabeça ainda não raciocinava muito bem.

Noite passada ela passara a em claro, como das outras vezes, mas dessa vez foi pior.

Era apenas uma da manhã e seus pesadelos voltaram a assustá-la, a noite fora longa para poucos pensamentos “férteis”. Não conseguia ler, trabalhar, compor, dançar e muito menos se concentrar. Ela já havia se acostumado com aquilo, desde que ele se foi suas noites jamais foram as mesmas. Seus sonhos se transformavam em pesadelos em um piscar de olhos e a partir daí, já era, mais uma noite acordada.

Há três dias recebera um pacote, não tivera coragem de abri-lo.

A falta que ele fazia, a ausência só dera lugar à saudade. Saudade que quanto mais tempo de duração tinha, mais crescia, mais forte ficava.

Ela ainda estava de pijama, não tomara banho como de costume. Abriu o pacote sem perceber, continha um CD, ela olhou em volta e quando deu por si estava só. Estava assim desde que acordara, sua família estava comemorando a volta, que para ela era o aniversário de um ano de depressão, estava sem um pingo de vontade de comemorar.

Ligou o som e colocou o CD, foi para a cozinha com o controle remoto em mãos. Quando o CD começou a rodar ela quase caiu, era a voz dele, na musica que eles haviam feito juntos, ela se sentou e começou a escutar atentamente.

O conteúdo do CD a havia deixado com um misto de um monte de sentimentos: raiva, alegria, esperança e tristeza. Ela não sabia o que fazer.

Depois que a gravação acabou, ela achou que acabou, ela se assusta ainda mais.

Havia uma “mixagem” da frase que ela mais gostava de ouvir da boca dele quando estavam juntos. Ela quase caiu da cadeira quando escutou, seu coração se alegrou e ela não se cansava de escutar. Escutava e voltava, escutava e voltava.

A meia hora daquele local um telefone toca:

— Oi!

— Aqui, você vai em casa?

— Se precisar?!

— Pega os violões lá, eu os esqueci!

— Pego sim!

— E vê se tem alguém por lá ainda e arrasta pra cá.

— Tá, eu levo sim.

Ele pegou o carro e foi em direção ao apartamento.

Ela inda estava escutando a “mixagem” da gravação, era a primeira vez que ela deixava suas lembranças com ele correrem soltas: as brigas, as brincadeiras, os beijos e as declarações.

Ele entrou. Escutou o som e resolveu não chamar, entrou na cozinha e seu coração bateu mais forte, prestou atenção no que ela estava escutando e reconheceu sua própria voz na gravação.

Aproximou-se dela, para tentar tocá-la, ela de costas pra ele nem percebera a movimentação.

Mantendo-a de costas pegou o controle remoto das mãos dela e desligou o som, ela virou assustada. Frente a frente com ele sua boca não dizia mais nada, suas pernas tremiam, seu coração batia cada vez mais forte e sua respiração estava ficando ofegante.

Ele chegou mais perto dela, a casa estava em silêncio e o único som que o casal escutava era a batida do coração um do outro que estava cada vez mais forte.

Os olhos dela se encheram de lágrimas e quando iam cair face abaixo ele enxugou, o toque dele no rosto dela, ao invés de lagrimas colocou um sorriso nos olhos azuis dela.

Sua mão correu pelo rosto dela em um toque carinhoso como o vento, os olhos azuis dela se encontraram nos olhos azuis dele. Em silêncio os dois chegaram mais perto um do outro e em um encaixe perfeito, como em uma coreografia ensaiada os dois se abraçam, seus olhares não se desgrudavam, e como se houvesse tido um chamado ele a beijou, com carinho.

Ele parou de beijá-la ela abriu um lindo sorriso ainda de olhos fechados.

Sem que ela abrisse os olhos ele a beijou novamente, agora com desejo.

Seus corpos como se nunca houvessem se separado antes, conversaram como nunca, naquele apartamento silencioso. E assim enfim foram um do outro...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Seus Lábios


Me falta a alegria de viver…
Sonhar já não faz o mesmo efeito,
Eu preciso da paz que seus lábios me trazem.
Eu preciso sentir ao menos mais uma vez.
A dor que me ronda por sua ausência,
Traz algo pior que o gosto amargo do fel
O toque macio de seus lábios nos meus
É a premonição do paraíso,
Da perdição;
Um caminho que me guio e me perco,
Absorve-me e me fortalece;
Já não é mais desejo, e sim a necessidade que me sustenta,
Como o ar que eu preciso para respirar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Seus Olhos

olhos-masculinos

Seus olhos são o maior mistério que eu já pude enfrentar, a incógnita que eu mais admiro, que mesmo me sugando todas as energias. Não me canso de olhar.

Milhares de interpretações rondam meus pensamentos, mas não sei ao certo qual deles faz mais sentido em se tratando de você.

Tudo o que eu quero nesse momento é estar frente a frente com eles, sentir a energia que seu olhar transmite, exala.

O mais exótico e banal que me faz parar, me faz sentir em um redemoinho de sentimentos e no final ainda consegue transformar tudo em uma simples e lógica linha de pensamento.

É tão claro o que você, só você sabe fazer comigo, mesmo eu me fazendo de “difícil”, com você tudo se torna fácil, claro e descomplicado.

Como você consegue? Não me pergunte, não saberei te responder.

O que acontece já faz parte de mim e já não mais consigo viver sem, sem a paz, sem as dúvidas, sem as respostas que me trazem seu olhar.

Portas da alma ou espelho? Também não sei o que eles são para mim, mas será que isso realmente é importante?

Eu não quero seus olhos para mim, nem em mim. Só os quero olhando o futuro, não precisa ser o mesmo que eu vejo, desde que seja na mesma direção que eu vejo!

domingo, 28 de junho de 2009

Fernando Pessoa

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Fernando Pessoa

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Os ponteiros do relógio continuam rodando, dando voltas e mais voltas… Cada dia é um novo começo, uma nova luta até as 23:59:59. Todos têm o mesmo espaço de tempo, 24 horas são o suficiente pra fazermos várias coisas, pra mim por exemplo é o suficiente pra dizer que te amo e que te odeio, que odeio te amar e às vezes amo te odiar (o que quase sempre não é verdade).

24 horas são o suficiente pra escrever, ler, trabalhar, estudar e pensar – às vezes isso tudo ao mesmo tempo, – mas todo esse tempo ainda não é o suficiente pra deixarmos pra trás aquilo que nos faz mal, que nos causa danos.

Queria poder parar o tempo e poder fazer as coisas que faço normalmente em 24 horas, com um pouco mais de tempo. Melhor, queria acelerar o tempo, e passar por tudo isso de uma vez, quem sabe não poupo um pouco de mim assim.

O tempo cura todas as dores e nos diz quando temos que virarmos as páginas da nossa vida. Muitas vezes essas paginas passam incompletas ou até em branco, mas temos que ter o discernimento do tempo para mudarmos a folha do caderno.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um Alguém

Eu quero um alguém. Alguém que me faça sentir pelo menos um pouco do que sinto por você, que me faça sentir a diferença do seu toque, do seu gosto, do seu beijo. Alguém que possa enfrentar sem injustiça essa briga, não precisa ganhar, mas te desbancando em alguns aspectos, acho que seria o suficiente para te ter longe de meus pensamentos por algum tempo.

Eu quero um alguém. Alguém que me faça sorrir, como você me faz, mesmo com lembranças vagas de algo que sobriamente não aconteceu. Alguém que me faça parar, quando ouço sua voz, como você fazia, mesmo de longe....

A quem eu estou enganando? Eu não quero um alguém, eu quero você! Mesmo com todo o bônus que ganho com isso.

Eu quero você, e toda essa distância que nos separa, pra que possamos aprender a passar por tudo, a começar por ela.

Eu quero você, e esse seu lado cômico, que mata as pessoas de rir.

Eu quero você, e todas as coisas que rondam seu mundo, das quais eu ainda não me sinto preparada pra elas, mas que tenho plena consciência que terei que passar.

Eu quero você, e todos os seus medos, defeitos, infantilidades e sonhos, pra que você possa compartilhar comigo as coisas boas e suas futilidades, sem medo.

Eu quero você, simplesmente você, sem pedir demais.

domingo, 21 de junho de 2009

Carta a um grande “amor”

Olá, você deve estar se perguntando, quem é essa que se deu a esse trabalho? Será mais uma louca? Essas respostas ficarão ao seu critério, e eu nuca irei saber disso. Venho através dessa, dizer que pra mim, “já deu”, estou pulando desse barco que pra mim, já não tem mais volta, quem sabe não encontro, melhor, não me encontram por aí, ainda flutuante e com vida.

Eu sei que você está melhor assim, largado em seu canto, escrevendo sua solidão em poesias ritmadas, passando a todos que você sente falta de um alguém. Quem?

Engraçado como daqui, do meu canto, faço a mesma coisa. É até irônico dizer que fazemos as mesmas coisas.

Mas será que estamos tão sincronizados assim?!

Enquanto eu aqui, sofro com as noticias que correm por aí, você está aí, e se nega a ponderar da realidade a sua volta.

Você me causa dor, estresse, preocupações... E ainda sim eu me intitulo completamente apaixonada.

Cuido de você do jeito que dá, mas parece que não liga, não se importa, só o seu EU é importante.

Tudo o que acontece com você, fora plantado por você, o seu passado explica o seu presente e pode, sim, explicar o seu futuro. Infelizmente parece que eu não faço parte dele, se algum dia eu já fiz...

Hoje eu jogo por terra um terço da minha vida, uma média de trinta e cinco por cento, de quem se dedicou cem por cento a você, o que pra você não foi e nunca vai ser o bastante, visto que eu não tinha praticamente nada de você, opa! Eu já tive algo de você? Não me lembro.

Hoje, as lágrimas que derramei, as quais foram enxugadas por outras pessoas, vão começar a fazer algum sentido em minha vida, ao mesmo tempo em que elas voltarão a não existir por sua causa.

Só peco que não deixe que você sofra o mesmo que sofri, que você se veja no mesmo beco sem saída em que eu me vejo. Tome cuidado, pois agora, não terá mais ninguém pra te cuidar quando estiver em perigo.

Viva a sua vida, como sempre fez. Talvez nem sinta falta de um alguém que nem fez diferença na sua vida. E esse vai ser o motivo de que essa carta nunca será entregue a você.

Com carinho, da sempre sua:

Jessie

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Escreva a Sua História


“Escreva a sua história na areia da praia,
Para que as ondas a levem através dos 7 mares;
Até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.

Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manhã seguinte pelos garis.

Abra o peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as cátedras de Paris.

Defenda a sua palavra,
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.”

Pedro Bial

 

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”

Voltaire

domingo, 14 de junho de 2009

Saudade


Bicho, uma coisa que dói é a saudade,
Porque será que ela nunca tem fim?
Por favor, alguém invente um remédio pra essa dor,
Qualquer coisa que alivie um pouco que seja.
Alguém que saiba o que estou passando;
Que possa dissipá-la de dentro de mim.
O preço, não me importa, o que importa é o fim.
                                                       – da dor. –
Pra que pelo menos um pouco,
Eu possa saber o que é alivio;
O que é ser livre.
Não tenho alergia a nenhum tipo de remédio,
Desde que ele seja eficaz.
Desde que ele limpe, dentro de mim,
Algo que está impregnado há tempos.
Desde que esse remédio, me tire
              – nem que seja a força –
Você.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

No Apartamento

(Dentre as várias coisas que escrevo, de vez em quando, sempre aparece aquela vontade de escrever cenas esporádicas do cotidiano, essa é uma das que eu escrevi, nem sei em que gênero literário isso se enquadra, mas resolvi jogar isso aqui também.) Espero que gostem.


Entraram no prédio, um prédio simples, mas bem conservado. No elevador ela apertou o botão equivalente ao décimo quarto andar, onde morava. Ele só acompanhava, tímido, dizia poucas palavras.

Ao sair do elevador, seguiu para a porta da entrada do apartamento, onde colocou a chave na maçaneta. Entraram. O apartamento em si era simples, mas havia ficado aconchegante, um pequeno toque de requinte e de gosto de uma design formada o deixou como ela mesmo se referia brincando, um palacete, não era grade, pouco imobiliado, os moveis que havia pareciam mais obras de arte contemporânea, nada extravagante demais, simples, mas como ele mesmo disse:

— Diferente! — Ele olhou pra tudo, reparava cada centímetro do espaço onde ele estava. Ainda proferia poucas palavras, mas naquele momento não precisava de muitas. Sentia-se numa mostra de artes, onde só é preciso observar.

Ela não estava no mesmo lugar que ele, já estava em seu quarto colocando algumas coisas no lugar, não tinha nenhuma intenção de levá-lo lá, mas não gostava de suas coisas bagunçadas, desde pequena obteve o que ela chama de pequena “irritação com coisas irritantes”, o que para todos a sua volta não era nada mais que perfeccionismo. Arrumou. Foi até seu ateliê e ligou seu computador, deixou-o ligando e voltou para onde ele estava, ainda observando.

— Quer tomar algo? — Disse ela voltando para a sala.

— Não, obrigado.

— Então vamos, se não fica tarde pra você ir pra casa. — Disse ela olhando pra seu relógio de pulso.

Ele fez sinal que sim, e foram, ela foi na frente e ele a seguindo, olhando disfarcadamente pra tudo, como se quisesse descobrir algo escondido. Entraram no ateliê o computador já estava ligado, como não havia de ser, um senhora montagem no fundo de tela do monitor.

— Quem são? — Perguntou ele, quebrando o silencio que ainda insistia em reinar.

— Pessoas importantes pra mim... Família, amigos... Lugares.

Ele fez um movimento como quem assentiu e entendeu, olhava pra os movimentos precisos dela como uma câmera que não queria perder nenhum movimento.

Ela estava concentrada no programa, quando de repente, como quem acordasse de um transe, olhou pra tudo a seu redor, estava procurando algo, ele não sabia o que era e continuava observando.

— Se importa se eu colocar música?

— Nem um pouco! —Disse ele, abrindo um lindo sorriso.

Ela se levantou e abriu a porta do armário, olhou, olhou de novo e não viu o que estava procurando.

Ele que estava encostado na beirada da mesa da maquina se levantou e impressionado disse rindo:

— Nossa, você tem uma coleção de CDs maior que a minha, isso não pode!

— Ah! Tudo bem. Escolhe um CD aí porque eu não estou encontrando o que eu quero, deve ter ficado na empresa. — Disse sentando de novo na cadeira de frente para o micro.

— Ok!

Ela voltou a se concentrar e ele por conta própria colocou o CD no som. Começou Nando Reis, ela nem se importou, cantarolava baixinho as musicas.

Ele se sentou no pufe que tinha em um canto e olhava pra os armários que estavam a sua frente, não sabe quanto tempo ficou lá, de repente se levantou e como se já estivesse em casa, abriu um dos armários que continham livros. Ao mesmo tempo ela se voltou pra ele dizendo:

—Terminei!

Ele se assustou, e com o susto derrubou um dos livros, o único que estava fora do lugar, como se estivesse escondido no meio de tantos outros. Pegou o livro e nem ligou pra o que ela disse, foliou o livro e perguntou:

— Quem é essa autora, eu não a conheço, já vi esse livro nas livrarias, mas nunca ouvi falar nada dela. Juro que eu não entendo o porquê dela assinar com as iniciais. E elas não me são estranhas!

Ela corou, gelou, mudou de cor, no ímpeto decidiu que era hora de alguém saber.

— Onde você acha que já viu essas iniciais, sem ser no livro?

— Acho que lá na empresa, não sei direito. — Disse ele foliando o livro. — Olha com ela escreve bem! “Para Deus, para meus familiares e amigos e para a minha fonte de inspiração, que mesmo sem saber faz do meu âmago complexo uma simples linha de pensamento.” Dedicatória bonita!

Ela se vira de costas, pega um papel uma caneta qualquer e escreve algo no papel, o entrega.

— O que é isso? — Ele olha pra o papel sem entender nada. — Mas é só o seu nome!

— Tem certeza?! Às vezes vemos sem necessariamente enxergarmos o que está bem na nossa frente escancarado aos nossos olhos, às vezes por medo, ou por ignorância mesmo.

— Não te entendi...

— Olha o que está escrito no papel.

Ele olhou para o papel, estava se sentindo o mais burro dos homens naquele momento, olhou para ela e olhou para o livro, parou seus olhos nas iniciais que estavam no lugar do nome da autora, olhou de novo para o papel, arregalou os olhos e soltou uma gargalhada.

— Deus! Como eu sou burro!

— Para com isso, nem é pra tanto, se fosse pra me descobrirem eu tinha colocado meu nome.

— Ah! Mas você não entregou a ninguém seu nome e pediu para comparar com as iniciais!

— Se eu tivesse feito isso, ninguém ia descobrir, não se eu não falasse.

— Ta, mas... Quem é sua fonte de inspiração?

— Se eu falasse teria que te matar.

— Nossa... E ele não sabe até hoje?

— Creio que não, ele é meio... Deixa pra lá!

— E você ta longe dele?

— Nesse momento, nem tanto!

— E porque não fala pra ele?

— Sei lá... Medo!?

— Medo de quê?

— De parecer infantil!

— E se ele sentisse a mesma coisa?

— Meio difícil!

— Difícil nada... E se ele chegasse perto de você e te desse abertura o que você faria?!

— Eu diria que o amo, iria beijá-lo e diria que... Nada. —Se virando para o monitor.

Deu alguns comandos para o programa e se voltou para ele, se assustando com a aproximação. Se levantou, deixando o monitor livre pra que ele visse a obra, mas ele nem ligou.

Aproximou-se dela e com uma precisão nas mãos que só ele tinha a segurou em seus braços e a beijou.

Ela ficou assustada, não esperava essa atitude dele, pensou ter sido muito dada enquanto correspondia o beijo que tanto queria.

Ele a acariciava nas costas correndo toda a extensão dela. Beijava-a com vontade, ele também tinha vontade de dizer o mesmo, mas tinha o mesmo medo que ela o achasse piegas.

[Continua (?)]

terça-feira, 9 de junho de 2009

Paradoxo Perfeito

Se te Olvido

Está faltando algo, meu interior sabe o que é, grita dentro de mim e eu finjo não escutar ou não escuto, não entendo. Já não falamos a mesma língua a muito, a batalha nos dividiu em partes, horas iguais, horas completamente opostas.

De quem é a culpa por isso tudo? Eu? Você? É bem provável que seja de ambos. Só não me pergunte por que, mas eu sei que você tem parte nisso.

Existem coisas que não conseguimos sozinhos e essa é uma delas, eu acredito piamente nisso. Eu não conseguiria me contradizer tanto, não eu. A linha de raciocínio impecavelmente lida e re-lida milhares de vezes antes mesmo da pronunciação dela. Com você por perto isso não existe.

Por perto? – Gargalhadas – Não, eu não disse isso. Seria até engraçado eu dizendo isso, mas é trágico. Você me açoita, me assusta, me trás paz, alegria, tristeza. Afugenta meus medos, me fragiliza, mas mesmo assim, eu ainda não descobri se é melhor te ter ou não te ter, eis a questão.

Meu paradoxo perfeito. Cheio de questões cujo a única resposta se resume em uma só. Os problemas que apesar de vários caminhos, chegam uma só solução.

P.S.: Eu ainda não tive coragem de re-ler.

sábado, 6 de junho de 2009

O Menestrel


Um dia você aprende que...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ciclo Vicioso

Ciclo vicioso! Segundo o dicionário, ciclo nada mais é entre outras coisas que: série de fatos que se sucedem, determinados pelas mesmas causas ou influências, e vicioso: que tem vício(s); em que há vícios; logo, ciclo vicioso é uma serie de fatos ou acontecimentos em que se há vícios, ou que a pessoa não consegue deixar esses fatos passarem, vive neles todo o tempo.

Na minha concepção, ciclo vicioso se explica melhor em uma relação a dois, por exemplo: Quando um casal se ama, mas não consegue nem ficar junto e nem separado, tudo começa em um beijo de reconciliação, depois passa pra briga e depois voltamos ao beijo de reconciliação, assim, tudo o que vivem é limitado ao desejo e ao ódio.

Tem também aquele caso da pessoa que ama, mas não assume. Tesão reprimido ou mesmo amor reprimido, tudo o que a pessoa nessa situação faz, é ter ódio, mas que quando chega ao seu extremo tem que se esvaziar aí entra o desejo, que quando ele se satisfaz aí voltemos lá no começo de tudo, quando falamos do ódio.

Mas o mais intrigante desses casos, é que ambos são extremamente eficientes para as pessoas hoje em dia. Nada de compromisso, só o sexo e o desejo fazem o trabalho.

Só que... Como em toda regra há a sua exceção como explicarei aqueles casos em que o desejo fica reprimido mas não tem como ser saciado, quando a coisa fica seria o suficiente pra que só de olhar a foto ou só de ver os traços ou as manias dele ou dela em alguém da vontade de largar tudo e correr meio mundo só pra jogar tudo na cara e depois ganhar aquele beijo desejoso e desejado que meche com o âmago do ser do individuo.

É mais ou menos assim, a pessoa ama em segredo, nega a todos todas as evidências desse sentimento e de tanto que esse sentimento fica reprimido, quando ela (a pessoa) está distraída ele vem pra mostrar que existe, e mexe com todo o psicológico, abalando, tremendo até as bases, aí nasce o ódio, e daí o desejo, que muitas vezes é mutuo, mas que as pessoas têm medo de experimentar. Acho que é medo de cair em algum ciclo vicioso.

sábado, 30 de maio de 2009

O meu anjo

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Este é o meu anjo, poucos o conhecem, aliás, muitos o conhecem, mas poucos o vêem como eu. Poucos ou talvez quase ninguém tem a preocupação de saber o que se passa com ele, se ele está bem, se está feliz, se está triste, se te falta algo, a sua opinião. Mesmo assim ele está ali, para que todos vejam. Muitas vezes mascarado, pensamos ser outra pessoa e ele consegue enganar a muitos. Suas máscaras ainda carregam muito dele, mas mesmo assim, eles pensam ser outro.

Sua afeição, na maioria das vezes é cansada, parece que ele carrega um mundo inteiro em suas costas, o que seria cômico, se não fosse tão irônico, pois ele carrega, todos os olhares o vigiam, um passo em falso e ele é criticado, ele não se importa e continua sua caminhada. Tenta ser o mais normal possível, mas está condenado a se destacar a qualquer multidão que seja.

O meu anjo, brinca com as mascaras que lhe são dadas, faz delas a sua maneira algo para enfeitar o mundo que ele carrega nas costas. As pessoas riem, choram mas não piscam diante dele.

Seus olhos verdes, combinados com o olhar sedutor e profundo, catam as pessoas e as trazem para seu mundo. Fazem-nas felizes transformam o que elas chamam de mundo. Colore o seu próprio mundo com mais um sorriso estampado.

O meu anjo, não é apenas aquela máscara que volteia aquele rosto, não é apenas aqueles olhos encantadores que buscam a felicidade para colorir o mundo. É aquele que ainda que cansado sorri para que as pessoas possam sorrir também, é aquele que chora pra que as pessoas possam sorrir, aquele que ri quando no fundo precisa chorar, aquele que espera o seu desabafo pra que o mundo desabafe antes dele, é aquele que busca no seu próprio âmago um meio de mudar o olhar das pessoas desatentas para a felicidade do seu lado.

...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Às Vezes

Acho que não é mais segredo pra ninguém o que eu sinto por você,
Até um cego veria, da maneira dele, mas veria...
Porque tem que ser assim?
Tudo prende a sua atenção, menos quem quer pelo menos uma fração dela.
Será que você não vê, não aprende e não entende?
Queria saber como eu faço pra chamar a sua atenção.
Como diria uma canção:
“Eu vou contar pra todo mundo, eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite, completamente nua.
Quem sabe então assim! Você repare em mim?”
Não quero precisar fazer isso...
Já é humilhação demais todos saberem e você...
Você ficar em seu mundinho, como se nada tivesse acontecendo.
Às vezes, não existe nada acontecendo mesmo.
Às vezes, eu não sou mulher o suficiente pra você.
Às vezes, eu sou uma burra por sentir isso.
Às vezes, eu deveria ter mais amor a mim mesma,
E ver que você às vezes, não merece o que eu sinto.
Às vezes, eu deveria aprender novamente a viver sem você.
Às vezes, eu acho que nada mais vale à pena.
Às vezes, eu acho que está tudo errado,
Que tudo isso que passei ainda não foi o suficiente,
O suficiente pra aprender que somente às vezes
Você finge que eu não te amo o bastante.
E que às vezes, me ama mais...
Duvido!
Às vezes, você prefere ficar sozinho do que me ter ao seu lado.
Problema seu!
Às vezes, eu te amo o suficiente pra saber que você não é bom o bastante pra mim.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Marcas

 

Há marcas em nós, feitas pelo tempo ou mesmo por casos esporádicos da vida, que são pra sempre.

Às vezes, feias, profundas, grandes, mas que sempre o tempo se encarrega de cicatrizar, o que não adiantaria muito, se vai a dor, mas ela ainda fica ali, marcada pra sempre em nossa pele, como uma tatuagem, só que sem a “beleza” que ela tem ou o ferro em brasa, marcando a pele. Muitos usam a própria tatuagem pra tampar as marcas que a vida o trouxe. Uma marca em cima da outra, uma lembrança puxando a outra.

Sempre que a pessoa olhara para aquele desenho em sua pele, irá ver a marca que ele tentou esconder, inutilmente, dele mesmo.

Tentar esconder dos outros o que há em baixo da tatuagem é até fácil, mas esconder de nós mesmos é impossível. A dor imensurável que sentimos enquanto o tempo encarregava de cicatrizar a ferida, só de ser lembrada, causa dor.

Esquecer que essa marca existe é muito difícil, mas não é tão impossível assim, só que quando nos lembramos dela, parece que voltamos à estaca zero, e temos que quase viver tudo de novo. Parece fácil falando assim, mas viver um dor duas vezes não é bom, ainda mais quando a dor estava apenas “adormecida”. Dizem que quando um sentimento “adormecido” “acorda”, ele acorda milhares de vezes mais forte, é como se o sentimento estivesse juntando forças para voltar a ativa.

Quando ele volta, aquele remendo mal feito que o tempo havia feito, aquele que ele tinha acabado de terminar, se abre, parece um buraco negro nos sugando pra dentro de nós mesmo. Temos medo do que pode acontecer, nos desesperamos e já não queremos mais ficarmos a sós com nós mesmo. Isso tudo por causa de uma marca.

Nos perguntamos milhares e milhares de vezes: “Por quê?” “Quando isso vai acabar?”. Quanto mais essas perguntas são feitas, mais espaço esse buraco vai abrindo e mais somos sugados por ele.

Há marcas que mostramos com louvor. “Eu sobrevivi!”. Parabéns. Eu também. Tenho sobrevivido a várias outras marcas que são maiores que eu, e não desisti. Ainda vou descobrir o que as faz abrir novamente para que isso não ocorra de novo. E quem sabe de quebra não descubro como não sair marcado de uma situação qualquer. Seria ótimo ser marcado por não se marcar mais.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Circo


Um dia alguém me disse que cada circo tem seu espetáculo;
Que cada noite é uma apresentação diferente!
Uma espera nova, uma magia nova!
Que cada risada de uma criança é diferente quando o palhaço aparece.


Palmas… Palmas…


Sejam bem vindos ao circo chamado CORAÇÃO!
Aqui tivemos espetáculos de todos os jeitos tristes e alegres.
Um pouco conturbado com a elevação de temperaturas
Ou pelo o fato de faltar aquecimento se tornando sentimentos negativos.
O clima do local é úmido, muito úmido e frio!
Com uma leve camada de gelo! Mas o gelo também esquenta!!
Não a ponto de derreter e se transformar em primavera ou verão, mas...
Ontem tivemos um espetáculo. Em cartaz: um ser meio indescritível!
Trouxe palavras lindas, doces, quem sabe até mostrou o perfeito.
O mais belo sonho para bailarinas que procuram seu soldadinho...
O ontem passou... O protagonista foi sem deixar rastro!
Mostrando as palavras feias de dor, o amargo, e o imperfeito do show!
A bailarina chora pelo seu soldadinho ter se transformado em uma bela ilusão,
Se tornando mais um bonequinho de prateleira...
Ao fechar a cortina percebemos que até os palhaços choravam,
Choravam por saber que mais cedo ou mas tarde as máscaras caiam...
A maquiagem borrava, e o verdadeiro espetáculo não passou de ilusão de ótica.
Coisas da imaginação com bonecos reais!
Com fatos reais...
Uma única certeza: o show não vai continuar.
Até as lágrimas secarem e restabelecer onde cada um deve ficar...
Assim que essa onda de choro passar
Um mar de revolta, de medos, de certezas, de lágrimas...
Vai passar!
Fecharemos as cortinas com plaquinhas: “Foi bom enquanto durou!”
Mas descobrimos que os palhaços também choram apesar de suas maquiagens ALEGRES.

Pequena-loh

domingo, 17 de maio de 2009

Um pensamento…

Eu sou a favor do amor. Não aquele que vem e passa (na verdade isso não é amor, mas…), mas aquele sentimento sublime que nos une fraternalmente.

As pessoas hoje em dia aprenderam a filtrar esse sentimento excluindo-o, simplesmente excluindo-o. É mais fácil mostras o ódio pras pessoas, isso pode até ser, mas eu ainda acho que é muito mais fácil mostrar o amor.

O simples fato de um pai estar feliz com seus filhos, com sua família ou de um filho para com seus pais, voltando pra casa após anos ausente. É... Isso emocionaria a milhares de pessoas há alguns anos atrás, pode até ser que algumas delas se sentissem em algumas situações citadas ou em outros casos, que por sinal são inúmeros, mas é muito mais fácil excluí-los.

É muito mais fácil, e mais barato, diga-se de passagem mostrar a adversidade entre o ser humano, realmente em qualquer esquina irá se encontrar uma briga por um motivo qualquer. Nos centros de filmagens de grandes filmes eles não precisam fazer um sítio de filmagem para cenas de lutas e brigas entre os personagens, basta apenas ter os personagens, qualquer lugar é lugar para uma “boa” briga.

As pessoas ficam vidradas na tela, esquecem até do que está acontecendo em sua volta, isso tudo por causa dela. Acham chatas as cenas em que mostram o sentimento de fraternidade que temos uns com os outros, do sentimento puro e simples que pode acontecer somente com a cumplicidade das pessoas umas com as outras.

Eles acham que um bom filme de suspense não combina com esse sentimento, mas a motivação dos filmes de ação é o “amor”. Irônico. Pensar que as pessoas passam por cima das outras por causa desse sentimento, visto que ele nos ensina o contrário.

Podem pensar que eu falo besteiras em cima de besteiras, que não estou falando coisa com coisa. Olhe em sua volta e veja o que está acontecendo.

Um lugar pra eu chamar de meu

É só um blog, mas pretendo colocar aqui um pouco de tudo, ecleticamente falando.