quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vai e Vem


Ando me sentindo tonta, sem rumo
Sinto-me como se fosse um brinquedo na mão da criança,
Que vai e vem, vai e vem e não tem como parar por si só,
Apenas com o consentimento da criança entretida.
Quando isso vai acabar?
Quando vou ter um momento só pra mim?
Como foi que eu vim parar nesse lugar?
E que lugar é esse?
Se não estou com você, mesmo de baixo do mais aconchegante cobertor,
Sinto frio.
Estou sozinha, tenho medo.
Medo.
Medo, medo de ir.
Medo de ficar, o que me espera?
Mas esse medo, é o mesmo que me faz querer ficar,
O mesmo que me faz querer ir...
O que fazer?
Onde está você?
Quem vai dizer qual é o próximo passo?
Nesse jogo de vai e vem, pra que lado eu vou agora?
Estou perdida.
Perdida em meus pensamentos,
Em meus momentos,
Em meu lugar.