domingo, 19 de julho de 2009

Você

Me peguei pensando.
Normal!
Vindo de mim, isso é perfeitamente normal.
—Visto que sou um ser pensante.—
Mas dessa vez foi diferente, mais evidente.
É evidente o que eu quero
E simples também:
Você.
Foi tão simples isso acontecer,
Tudo aconteceu tão rápido,
Que até hoje me pergunto:
Como?
Como apenas uma troca de olhar foi me mudar,
Mudar a minha vida, as minhas concepções,
Meus instintos, meus desejos.
Meu mundo pára, quando eu ouço sua voz.
Sinto o mundo inteiro olhar para nós quando estou em seus braços.
Sinto-me sozinha em meio à multidão, sem você ao meu lado,
Sinto frio, sem o seu calor a me aquecer,
Não enxergo, sem a luz de seus olhos a iluminar o meu caminho.
A saudade é como uma navalha afiada, um fio cortante,
Que rasga aos poucos, a medida em que vai crescendo.
Mas eu não ligo pra ela que vai me matando aos poucos,
Sei que um dia, terei o remédio para curá-la,
E cicatrizar as feridas que um dia a sua falta me fizeram.
O que seria esse remédio?
A mesma resposta de antes:
Você.
((O meu veneno e antídoto))