quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sonho

Chove.
Ando pela rua desprotegida
E amaldiçoando minha própria sorte.
A chuva forte cai sobre meu rosto
E molha minhas roupas.
Todos me olham assim, mas eu não ligo.
Procuro algo.
No olhar de quem me encara
Almejo o seu,
Mas tudo o que vejo são olhares vazios,
Nada que eu procure.
Começo a me desesperar ao ver,
Ou melhor, ao não ver o seu olhar.
De repente, ao longe vejo o que procuro.
Em meio à multidão, mas se evidenciando em tudo,
Está lá, você com o seu olhar que me acalma,
Que acende o que há de melhor em mim.
Paro onde estou, e se já estava molhada antes,
Agora já não posso mais me descrever.
A chuva não cessa, mas o meu desespero se dissipa.
Já com seus olhos nos meus, nada me incomoda mais.
Seus braços me abraçam,
Seu rosto cola no meu,
Meu corpo frio se encontra com o seu corpo quente
Causando um choque em nós.
Fecho meus olhos para selar o nosso encontro
E não sinto mais nada.
Relutante meus olhos se abrem
A realidade me invade.
Descubro que nunca saíra do meu lado
Estamos em nossa cama,
Como sempre foi.