segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A distancia pra quem vai é maior do que pra quem fica (?)

Dentro desse ultimo ano, todo tempo, eu tentei entender o seu lado dessa história toda. Juro! Eu tentei. Eu achei também nesse tempo todo que eu te entedia, mas a verdade é que eu não entendia nem a mim. Como eu poderia entender você também? Era muito pra mim, por mais madura e senhora de mim que eu fosse, era muito!
Relembrando toda a nossa história, desde a primeira vez em que nos enxergamos na sala de aula na aula de desenho de observação lá naquele laboratório de design, lembra? Depois disso foi uma amizade gostosa que depois de pouco tempo, pra mim, já não era só amizade e que depois de muito custo se transformou no nosso namoro. Depois de algumas idas e vindas, muito trabalho e muito amadurecimento em ambas as partes, depois de ultrapassarmos as barreiras do preconceito, da hipocrisia e de tudo mais veio a separação brusca. Algo que eu havia pedido antes de te conhecer, e que só veio depois que eu conheci a felicidade. Acho que eu resumi bem a nossa história, e sei que não fez jus a nada que passamos juntas. Mas não é esse o meu foco hoje.
Hoje eu queria falar no que (não) é a nossa vida separadas. Desde o dia 17 de dezembro de 2011. Esse seria um dia na minha vida que eu nunca vou esquecer, - juntamente com o dia 4 de junho de 2010 e o dia 5 de março de 2012. Ufa! Quanta data. - o dia em que eu percebi que eu não teria como fugir disso que eu vivo hoje.
Eu decidi que iria viver tudo pra passar logo pra voltar para os teus braços, como os Los Hermanos cantavam "... Que um dia a mais, é um a menos sem você." Era nisso que eu pensava e achava que você pensava assim também. Bom... Não foi. Aí você foi e eu fiquei.
Um ano e alguns dias se passaram e eu inerte no mesmo lugar onde você me deixou, não, eu não estou exagerando. É tudo isso mesmo. Ou é só isso mesmo. Eu resolvi enfrentar essa inhaca que eu me enfiei de pensar sei-lá-o-quê sobre você ter me deixado e procurei saber sobre como você se sentiu nos três meses em que foi minha, mas não nos tínhamos.
Tudo o que ouvi, foi o que imaginei, e eu sei, você não tinha ninguém pra falar pra você aquilo que eu falei pra ela, a garota que estava no seu "lugar", tudo o que ela disse, tudo, foi perto ou foi o mesmo que você passou comigo. O medo, a desconfiança, a desestruturação de tudo o que você acreditava. Agora eu realmente sei o quanto foi difícil pra você, meu amor.
De repente eu consigo explanar muito melhor os meus pensamentos, consigo ver melhor o que me abate, consigo enxergar lá na frente, te falo um pouco disso e provavelmente você pensa: "será que tem espaço pra o que nós planejamos sobre nós aí?".
Aí eu ocupo todo o meu tempo, e o fuso-horário não ajuda e eu tento não pensar na falta que você me faz e, às vezes, evito de falar com você, pra não querer jogar tudo pro alto e voltar, daí você pensa: "será que ela já me esqueceu e não pensa mais em mim como eu penso nela?"
Isso foi um pouco do que eu pude ver, conversando com alguém que passa pelo mesmo que você passou. Hoje eu sei o quanto foi difícil pra você, e do porquê você deu um jeito de arrancar com sua vida logo de uma vez. Não te julgo por isso. Nem um pouco, talvez eu faria a mesma coisa. Talvez, porque eu ainda não fiz.
Nossos amigos são os mesmos, e são os mesmos pra você até hoje. Eu aqui, não tenho ninguém.
Os lugares que você freqüenta ainda são os mesmos. Eu aqui, não saio.
E eu posso imaginar o quanto foi difícil estar nos mesmos lugares sem mim, tanto quanto você pode imaginar o quanto eu quis você aqui em todos os lugares que eu conheci.
Nesse tempo todo, eu aprendi que a distância pra quem vai e pra quem fica não tem o mesmo tamanho. Nem a mesma proporção. Nem a mesma força. Só não sei, juro, eu não sei! Pra qual de nós ela foi maior.