You think you're stronger, but you're not that stronger, you think you're happy, but you're not that happy, you think I love you... I do.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Causa Mortis
Estou sufocada. Sinto que meu ultimo suspiro pode ser a qualquer momento. Estou entalada, algo prende minha garganta, e não me deixar respirar, falar, gritar por socorro...
Alguns momentos depois:
...
Causa Mortis: Consumo de solidão em excesso.
sábado, 21 de setembro de 2013
Pensando bem...
"Não deveríamos ter ignorado. Fingimos não ver o que era óbvio, e inclusive todo mundo já tinha notado. Como sempre, os envolvidos sempre os últimos a saber."
— Alexandre Luna (@tarrask)
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O Teu Sorriso
E eu perco tempo olhando as estrelas da janela. Fico olhando a lua iluminar à tudo o que existe ao redor dela, e assim só consigo pensar em seus sorrisos.
Eu já sou suspeita pra falar deles, mas no seu, em especial, eu não consigo deixar de pensar.
Eu já sou suspeita pra falar deles, mas no seu, em especial, eu não consigo deixar de pensar.
Toda vez que os músculos do seu rosto vão me agraciar com a curva mais perfeita que você tem, sem desmerecer as outras, lógico, eu fico pior que espectador do pôr-do-sol na pedra do Arpoador, sem piscar, não perde um detalhe da vista maravilhosa. Os olhos cheios d'água revelam o que isso causa, e é exatamente isso pra mim.
Talvez, sem querer ser clichê, mas já sendo, seu sorriso não só me lembra o brilho da lua, mas tem em mim, o mesmo efeito que ela, a lua, causa nas coisas que ela ilumina.
O teu sorriso, como a luz, que é a luz, me invade sem eu pedir, me abraça e me mantém presa ao seu mundo. Pode não ser bom, mas eu já não quero sair.
O teu sorriso, pra mim, é o TEU sorriso… Desculpa, não encontrei comparação melhor.
Talvez, sem querer ser clichê, mas já sendo, seu sorriso não só me lembra o brilho da lua, mas tem em mim, o mesmo efeito que ela, a lua, causa nas coisas que ela ilumina.
O teu sorriso, como a luz, que é a luz, me invade sem eu pedir, me abraça e me mantém presa ao seu mundo. Pode não ser bom, mas eu já não quero sair.
O teu sorriso, pra mim, é o TEU sorriso… Desculpa, não encontrei comparação melhor.
domingo, 28 de julho de 2013
Por Inteiro
Deu-me o amor este dom:
O de dizer em poesia.
Poeta e amante é o que sou
E só quem ama é que sabe
Dizer além da verdade
E da vida à fantasia.
E não dá vida o amor?
E não empresta beleza
Àquele que se quer bem?
Que não vos cause surpresa
O perceber neste amor
Fidelidade e nobreza.
E se eu soubesse que à morte
Meu muito amar conduzia,
Maior nobreza de amante
Afirmar-vos inda assim
Que ele tal e qual seria
Como tem sido agora
Amor do começo ao fim.
Hilda Hilst
domingo, 9 de junho de 2013
[Acordo antes de você só pra ver o teu sorriso
Quando abre os olhos e me vê.
Pronto, o dia já se iluminou
Razões pra ir em frente eu tenho aos milhões
(...)
Inacreditável, eu me sinto confortável ao lado seu
É que eu não sabia que a vida me traria o que jamais me deu.]
Isabela Taviani - A Canção que Faltava
sábado, 1 de junho de 2013
Conto-(nada)-de-fadas
Quantos contos-de-fadas a gente já viu e já ouviu falar por aí? Quantos príncipes em seus cavalos brancos, quantas princesas em suas carruagens, não é mesmo?
A Disney, a campeã nessa área, fabrica contos-de-fadas que agradam à Gregos e Troianos, tem de (quase) todos os gostos e qualidades. De sereia à anão, poucos os que não se comovem com cada história. Afinal é sempre o que nos é enfiado goela abaixo quando somos crianças, não é mesmo?
Não, isso aqui não é nem um protesto nem uma crítica à chamada "fábrica de sonhos", até tenho vontade de ir lá alguma vez na vida.
Isso aqui é só uma reflexão, um, sei lá, comentário sobre o que eu realmente acho um verdadeiro conto-de-fadas. E olha, raras são as fadas-madrinhas nessas histórias.
Quantas princesas vocês já viram salvando a vida de outras princesas? Clichê isso, não é? Mas é verdade, os contos-(nada)-de-fadas que têm me enchido os olhos d'água ultimamente são dos príncipes e princesas que, respectivamente, salvam seus príncipes e princesas do dragão da homofobia, da madrasta do preconceito, da torre alta da hipocrisia e vão ser felizes para sempre em seus castelos, com filhos, cachorros, gatos e tudo mais que um família qualquer tenha.
Esse conto de realidade ultimamente é o que tem mais feito eu sonhar.
Ver por aí casais que são felizes e têm suas vidas, são casados de fato, é de encher os olhos, o coração e os sonhos. É desse tipo de conto-de-fadas que eu estou falando, é esse sonho que eu quero viver. Mesmo sem a fada madrinha.
domingo, 26 de maio de 2013
Um Vôo
Queria um vôo agora. Ainda não me decidi se pra Júpiter, pra Saturno ou seria melhor esquecer o resto e só correr para os teus braços logo de uma vez. Queria um vôo com conexão direta, minha-cama-sua-cama. Tanto daqui para aí, quanto daí pra cá. Seria tão bom misturar seu corpo no meu, seu abraço, misturar tua cama na minha, como em um liqüidificador, e no final, a gente não saber o que é seu e o que é meu e então decidirmos, eu pelo seu sorriso, você sabe-se lá porque, juntos que o melhor é estarmos assim.
domingo, 12 de maio de 2013
Tá virando moda (?!)
Casos de estupro crescem 9,4% no Rio de Janeiro
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/casos-de-estupro-crescem-9-7-no-rio-de-janeiro
Maternidade da capital registra média de 40 casos de estupros por mês
http://m.g1.globo.com/ac/acre/noticia/2013/04/maternidade-da-capital-registra-media-de-40-casos-de-estupros-por-mes.html
Na década de 70, 80 e início dos anos 90, mulher que não era mais virgem antes de casar, não casava, era humilhada, porque o homem tinha que ter as experiências dele, mas a mulher tinha que ser submissa, e só do cara que a "comprou" dos pais.
Minha mãe, foi uma que foi espancada pela própria mãe dela, e o motivo? Essa que vos fala. A "sorte" dos meus pais foi tão grande, que de primeira, "acertaram o rim", isso, em pleno 1990 e com os dois com 16 e 17 anos.
Agora, em 2013, com mulher que não quer dar, quer distribuir, vocês homens preferem forçar? Por favor?! Eu juro, não consigo entender.
Será que é pelo crime? Viver perigosamente... Talvez... Mas aí eu pergunto, se fosse com a mãe, com a irmã de vocês? Vocês iriam fazer o quê? No mínimo querer matar o desgraçado, filho de uma puta que fez isso com a mulher que é sangue do sangue de vocês, mas as outras podem né?
Hipócritas. É isso que vocês são.
"O homem é melhor, porque tem o que precisa pra procriar." Mas na minha humilde opinião, vocês são tão escrotos quanto o nome do saco que vocês carregam o "precioso" esperma da evolução e procriação humana, que aliás, se a evolução for isso, por favor, parem tudo daqui, deixe tudo como está. Do péssimo que está, tem como ficar pior, então é preferível que parem.
Forçar uma mulher ao ato sexual é crime, se vocês ainda não sabem, e o seu phallus erectus pode ser tanto a sua ascensão, com a benção de ser pai, quanto a sua pior desgraça, e eu nem vou me aprofundar em doenças e nem no que vocês causam nas mulheres com essas atitudes que eu não sei nem como intitular, porque se eu comparar isso à qualquer coisa que não seja coisa de homem, eu vou estar ainda elogiando.
A verdade é que sexo, hoje em dia, está mais fácil de conseguir que um copo de água. Não tem que mexer com quem não quer. Seja Homem, se foi dispensado, parte pra outra, se o que você quer é sexo, tem muito lugar pra conseguir, e pra "aliviar" não precisa, necessariamente, daquela que você quer, uma playboy basta, imbecil.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Bem que podia, né?!
A cumplicidade, o carinho, o cuidado, a atenção, o amor e todos os outros sentimentos que são cobrados pela sociedade deveria ser o primeiro critério pra se julgar, se é que alguém tem o direito de fazer isso, uma relação homoafetiva. Se já há provas contundentes de que há algum ou alguns do citados à cima - ou outros sentimentos bons, por quê não? -, penso que vocês deveriam nos deixar ser feliz em paz. Só.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Tava aqui pensando...
Tava pensando aqui. Ta tudo coberto de neve, tudo branco. Você se perde com uma facilidade nesse momento, porque é TUDO IGUAL. Não importa a cor da fachada da casa, agora ela está branca. Como TODAS as outras. E será que mais alguém como eu parou pra pensar nisso?
Mais alguém parou pra pensar que do lado de fora, na fachada, somos todos iguais? Portas e janelas; olhos e bocas.
O que difere essas casas? Cor? Ela deixa de ser casa por isso? Os moradores? O que tem por dentro? Repito, ela deixa de ser uma casa? E nós? Deixamos de ser pessoas por causa da nossa cor? De ser um ser humano por causa do que temos por dentro, dos nossos sentimentos? — Ok, alguns sim. — Por causa dos nossos gostos e afins? Somos todos iguais. TODOS. Temos que ter direitos iguais; como temos deveres iguais.
Uma casa não deixa de ser uma casa, por não ter ninguém morando nela, nem deixa de ser uma casa, por estar em reforma. E você há de convir, que ela também não vai deixar de ser uma casa por ser diferente, afinal, todas são. Se eu disse lá no inicio que todas são iguais por causa da neve, você vai pensar em algo que as difere, um detalhe que seja. E é exatamente esse detalhe que vai marcá-la.
Muitos acham que esse detalhe que diferencia TEM que ser eliminado, por que faz com que a pessoa seja diferente, estranha, engraçado. Ninguém derruba uma casa por causa desse detalhe, mas as pessoas insistem em querer agredir e até matar outras por causa deles.
Detalhes, no fundo, no fundo, ninguém é igual a ninguém. Olha só: a cor, o estilo. Pensa bem...
E daí se eu sou gay? Você tem olhos claros. É negro. É judeu. E a lei Áurea já foi assinada, graças a Deus essa vergonha passou. E Hitler já não está mais entre nós, aquele louco!
E aí? Vai querer que as próximas gerações tenham vergonha de vocês por tratarem pessoas assim como eu tenho vergonha alheia da ignorância da igreja pelo que tentaram fazer com os índios e fizeram com os negros e o que aquele louco do Hitler fez com aquele monte de Judeus?
O que realmente te difere de mim? O que te faz ser superior a mim? Então por que eu não posso simplesmente ser livre? Por que tenho que esconder meus sentimentos, os melhores que eu tenho, para que você não use seu ódio contra mim?
Mais alguém parou pra pensar que do lado de fora, na fachada, somos todos iguais? Portas e janelas; olhos e bocas.
O que difere essas casas? Cor? Ela deixa de ser casa por isso? Os moradores? O que tem por dentro? Repito, ela deixa de ser uma casa? E nós? Deixamos de ser pessoas por causa da nossa cor? De ser um ser humano por causa do que temos por dentro, dos nossos sentimentos? — Ok, alguns sim. — Por causa dos nossos gostos e afins? Somos todos iguais. TODOS. Temos que ter direitos iguais; como temos deveres iguais.
Uma casa não deixa de ser uma casa, por não ter ninguém morando nela, nem deixa de ser uma casa, por estar em reforma. E você há de convir, que ela também não vai deixar de ser uma casa por ser diferente, afinal, todas são. Se eu disse lá no inicio que todas são iguais por causa da neve, você vai pensar em algo que as difere, um detalhe que seja. E é exatamente esse detalhe que vai marcá-la.
Muitos acham que esse detalhe que diferencia TEM que ser eliminado, por que faz com que a pessoa seja diferente, estranha, engraçado. Ninguém derruba uma casa por causa desse detalhe, mas as pessoas insistem em querer agredir e até matar outras por causa deles.
Detalhes, no fundo, no fundo, ninguém é igual a ninguém. Olha só: a cor, o estilo. Pensa bem...
E daí se eu sou gay? Você tem olhos claros. É negro. É judeu. E a lei Áurea já foi assinada, graças a Deus essa vergonha passou. E Hitler já não está mais entre nós, aquele louco!
E aí? Vai querer que as próximas gerações tenham vergonha de vocês por tratarem pessoas assim como eu tenho vergonha alheia da ignorância da igreja pelo que tentaram fazer com os índios e fizeram com os negros e o que aquele louco do Hitler fez com aquele monte de Judeus?
O que realmente te difere de mim? O que te faz ser superior a mim? Então por que eu não posso simplesmente ser livre? Por que tenho que esconder meus sentimentos, os melhores que eu tenho, para que você não use seu ódio contra mim?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A distancia pra quem vai é maior do que pra quem fica (?)
Dentro desse ultimo ano, todo tempo, eu tentei entender o seu lado dessa história toda. Juro! Eu tentei. Eu achei também nesse tempo todo que eu te entedia, mas a verdade é que eu não entendia nem a mim. Como eu poderia entender você também? Era muito pra mim, por mais madura e senhora de mim que eu fosse, era muito!
Relembrando toda a nossa história, desde a primeira vez em que nos enxergamos na sala de aula na aula de desenho de observação lá naquele laboratório de design, lembra? Depois disso foi uma amizade gostosa que depois de pouco tempo, pra mim, já não era só amizade e que depois de muito custo se transformou no nosso namoro. Depois de algumas idas e vindas, muito trabalho e muito amadurecimento em ambas as partes, depois de ultrapassarmos as barreiras do preconceito, da hipocrisia e de tudo mais veio a separação brusca. Algo que eu havia pedido antes de te conhecer, e que só veio depois que eu conheci a felicidade. Acho que eu resumi bem a nossa história, e sei que não fez jus a nada que passamos juntas. Mas não é esse o meu foco hoje.
Hoje eu queria falar no que (não) é a nossa vida separadas. Desde o dia 17 de dezembro de 2011. Esse seria um dia na minha vida que eu nunca vou esquecer, - juntamente com o dia 4 de junho de 2010 e o dia 5 de março de 2012. Ufa! Quanta data. - o dia em que eu percebi que eu não teria como fugir disso que eu vivo hoje.
Eu decidi que iria viver tudo pra passar logo pra voltar para os teus braços, como os Los Hermanos cantavam "... Que um dia a mais, é um a menos sem você." Era nisso que eu pensava e achava que você pensava assim também. Bom... Não foi. Aí você foi e eu fiquei.
Um ano e alguns dias se passaram e eu inerte no mesmo lugar onde você me deixou, não, eu não estou exagerando. É tudo isso mesmo. Ou é só isso mesmo. Eu resolvi enfrentar essa inhaca que eu me enfiei de pensar sei-lá-o-quê sobre você ter me deixado e procurei saber sobre como você se sentiu nos três meses em que foi minha, mas não nos tínhamos.
Tudo o que ouvi, foi o que imaginei, e eu sei, você não tinha ninguém pra falar pra você aquilo que eu falei pra ela, a garota que estava no seu "lugar", tudo o que ela disse, tudo, foi perto ou foi o mesmo que você passou comigo. O medo, a desconfiança, a desestruturação de tudo o que você acreditava. Agora eu realmente sei o quanto foi difícil pra você, meu amor.
De repente eu consigo explanar muito melhor os meus pensamentos, consigo ver melhor o que me abate, consigo enxergar lá na frente, te falo um pouco disso e provavelmente você pensa: "será que tem espaço pra o que nós planejamos sobre nós aí?".
Aí eu ocupo todo o meu tempo, e o fuso-horário não ajuda e eu tento não pensar na falta que você me faz e, às vezes, evito de falar com você, pra não querer jogar tudo pro alto e voltar, daí você pensa: "será que ela já me esqueceu e não pensa mais em mim como eu penso nela?"
Isso foi um pouco do que eu pude ver, conversando com alguém que passa pelo mesmo que você passou. Hoje eu sei o quanto foi difícil pra você, e do porquê você deu um jeito de arrancar com sua vida logo de uma vez. Não te julgo por isso. Nem um pouco, talvez eu faria a mesma coisa. Talvez, porque eu ainda não fiz.
Nossos amigos são os mesmos, e são os mesmos pra você até hoje. Eu aqui, não tenho ninguém.
Os lugares que você freqüenta ainda são os mesmos. Eu aqui, não saio.
E eu posso imaginar o quanto foi difícil estar nos mesmos lugares sem mim, tanto quanto você pode imaginar o quanto eu quis você aqui em todos os lugares que eu conheci.
Nesse tempo todo, eu aprendi que a distância pra quem vai e pra quem fica não tem o mesmo tamanho. Nem a mesma proporção. Nem a mesma força. Só não sei, juro, eu não sei! Pra qual de nós ela foi maior.
Relembrando toda a nossa história, desde a primeira vez em que nos enxergamos na sala de aula na aula de desenho de observação lá naquele laboratório de design, lembra? Depois disso foi uma amizade gostosa que depois de pouco tempo, pra mim, já não era só amizade e que depois de muito custo se transformou no nosso namoro. Depois de algumas idas e vindas, muito trabalho e muito amadurecimento em ambas as partes, depois de ultrapassarmos as barreiras do preconceito, da hipocrisia e de tudo mais veio a separação brusca. Algo que eu havia pedido antes de te conhecer, e que só veio depois que eu conheci a felicidade. Acho que eu resumi bem a nossa história, e sei que não fez jus a nada que passamos juntas. Mas não é esse o meu foco hoje.
Hoje eu queria falar no que (não) é a nossa vida separadas. Desde o dia 17 de dezembro de 2011. Esse seria um dia na minha vida que eu nunca vou esquecer, - juntamente com o dia 4 de junho de 2010 e o dia 5 de março de 2012. Ufa! Quanta data. - o dia em que eu percebi que eu não teria como fugir disso que eu vivo hoje.
Eu decidi que iria viver tudo pra passar logo pra voltar para os teus braços, como os Los Hermanos cantavam "... Que um dia a mais, é um a menos sem você." Era nisso que eu pensava e achava que você pensava assim também. Bom... Não foi. Aí você foi e eu fiquei.
Um ano e alguns dias se passaram e eu inerte no mesmo lugar onde você me deixou, não, eu não estou exagerando. É tudo isso mesmo. Ou é só isso mesmo. Eu resolvi enfrentar essa inhaca que eu me enfiei de pensar sei-lá-o-quê sobre você ter me deixado e procurei saber sobre como você se sentiu nos três meses em que foi minha, mas não nos tínhamos.
Tudo o que ouvi, foi o que imaginei, e eu sei, você não tinha ninguém pra falar pra você aquilo que eu falei pra ela, a garota que estava no seu "lugar", tudo o que ela disse, tudo, foi perto ou foi o mesmo que você passou comigo. O medo, a desconfiança, a desestruturação de tudo o que você acreditava. Agora eu realmente sei o quanto foi difícil pra você, meu amor.
De repente eu consigo explanar muito melhor os meus pensamentos, consigo ver melhor o que me abate, consigo enxergar lá na frente, te falo um pouco disso e provavelmente você pensa: "será que tem espaço pra o que nós planejamos sobre nós aí?".
Aí eu ocupo todo o meu tempo, e o fuso-horário não ajuda e eu tento não pensar na falta que você me faz e, às vezes, evito de falar com você, pra não querer jogar tudo pro alto e voltar, daí você pensa: "será que ela já me esqueceu e não pensa mais em mim como eu penso nela?"
Isso foi um pouco do que eu pude ver, conversando com alguém que passa pelo mesmo que você passou. Hoje eu sei o quanto foi difícil pra você, e do porquê você deu um jeito de arrancar com sua vida logo de uma vez. Não te julgo por isso. Nem um pouco, talvez eu faria a mesma coisa. Talvez, porque eu ainda não fiz.
Nossos amigos são os mesmos, e são os mesmos pra você até hoje. Eu aqui, não tenho ninguém.
Os lugares que você freqüenta ainda são os mesmos. Eu aqui, não saio.
E eu posso imaginar o quanto foi difícil estar nos mesmos lugares sem mim, tanto quanto você pode imaginar o quanto eu quis você aqui em todos os lugares que eu conheci.
Nesse tempo todo, eu aprendi que a distância pra quem vai e pra quem fica não tem o mesmo tamanho. Nem a mesma proporção. Nem a mesma força. Só não sei, juro, eu não sei! Pra qual de nós ela foi maior.
Assinar:
Comentários (Atom)





