Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei,
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei.
Tanta farpa, tanta mentira,
Tanta falta do que dizer.
Nem sempre é "so easy" se viver.
Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei.
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei.
Tantos bons quanto maus motivos,
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão.
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer.
É encostar no seu peito,
E se isso for algum defeito,
Por mim tudo bem.
[…]
[Lulu Santos / Nelson Motta]