domingo, 28 de junho de 2009

Fernando Pessoa

“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... E o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...
E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Fernando Pessoa

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Os ponteiros do relógio continuam rodando, dando voltas e mais voltas… Cada dia é um novo começo, uma nova luta até as 23:59:59. Todos têm o mesmo espaço de tempo, 24 horas são o suficiente pra fazermos várias coisas, pra mim por exemplo é o suficiente pra dizer que te amo e que te odeio, que odeio te amar e às vezes amo te odiar (o que quase sempre não é verdade).

24 horas são o suficiente pra escrever, ler, trabalhar, estudar e pensar – às vezes isso tudo ao mesmo tempo, – mas todo esse tempo ainda não é o suficiente pra deixarmos pra trás aquilo que nos faz mal, que nos causa danos.

Queria poder parar o tempo e poder fazer as coisas que faço normalmente em 24 horas, com um pouco mais de tempo. Melhor, queria acelerar o tempo, e passar por tudo isso de uma vez, quem sabe não poupo um pouco de mim assim.

O tempo cura todas as dores e nos diz quando temos que virarmos as páginas da nossa vida. Muitas vezes essas paginas passam incompletas ou até em branco, mas temos que ter o discernimento do tempo para mudarmos a folha do caderno.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um Alguém

Eu quero um alguém. Alguém que me faça sentir pelo menos um pouco do que sinto por você, que me faça sentir a diferença do seu toque, do seu gosto, do seu beijo. Alguém que possa enfrentar sem injustiça essa briga, não precisa ganhar, mas te desbancando em alguns aspectos, acho que seria o suficiente para te ter longe de meus pensamentos por algum tempo.

Eu quero um alguém. Alguém que me faça sorrir, como você me faz, mesmo com lembranças vagas de algo que sobriamente não aconteceu. Alguém que me faça parar, quando ouço sua voz, como você fazia, mesmo de longe....

A quem eu estou enganando? Eu não quero um alguém, eu quero você! Mesmo com todo o bônus que ganho com isso.

Eu quero você, e toda essa distância que nos separa, pra que possamos aprender a passar por tudo, a começar por ela.

Eu quero você, e esse seu lado cômico, que mata as pessoas de rir.

Eu quero você, e todas as coisas que rondam seu mundo, das quais eu ainda não me sinto preparada pra elas, mas que tenho plena consciência que terei que passar.

Eu quero você, e todos os seus medos, defeitos, infantilidades e sonhos, pra que você possa compartilhar comigo as coisas boas e suas futilidades, sem medo.

Eu quero você, simplesmente você, sem pedir demais.

domingo, 21 de junho de 2009

Carta a um grande “amor”

Olá, você deve estar se perguntando, quem é essa que se deu a esse trabalho? Será mais uma louca? Essas respostas ficarão ao seu critério, e eu nuca irei saber disso. Venho através dessa, dizer que pra mim, “já deu”, estou pulando desse barco que pra mim, já não tem mais volta, quem sabe não encontro, melhor, não me encontram por aí, ainda flutuante e com vida.

Eu sei que você está melhor assim, largado em seu canto, escrevendo sua solidão em poesias ritmadas, passando a todos que você sente falta de um alguém. Quem?

Engraçado como daqui, do meu canto, faço a mesma coisa. É até irônico dizer que fazemos as mesmas coisas.

Mas será que estamos tão sincronizados assim?!

Enquanto eu aqui, sofro com as noticias que correm por aí, você está aí, e se nega a ponderar da realidade a sua volta.

Você me causa dor, estresse, preocupações... E ainda sim eu me intitulo completamente apaixonada.

Cuido de você do jeito que dá, mas parece que não liga, não se importa, só o seu EU é importante.

Tudo o que acontece com você, fora plantado por você, o seu passado explica o seu presente e pode, sim, explicar o seu futuro. Infelizmente parece que eu não faço parte dele, se algum dia eu já fiz...

Hoje eu jogo por terra um terço da minha vida, uma média de trinta e cinco por cento, de quem se dedicou cem por cento a você, o que pra você não foi e nunca vai ser o bastante, visto que eu não tinha praticamente nada de você, opa! Eu já tive algo de você? Não me lembro.

Hoje, as lágrimas que derramei, as quais foram enxugadas por outras pessoas, vão começar a fazer algum sentido em minha vida, ao mesmo tempo em que elas voltarão a não existir por sua causa.

Só peco que não deixe que você sofra o mesmo que sofri, que você se veja no mesmo beco sem saída em que eu me vejo. Tome cuidado, pois agora, não terá mais ninguém pra te cuidar quando estiver em perigo.

Viva a sua vida, como sempre fez. Talvez nem sinta falta de um alguém que nem fez diferença na sua vida. E esse vai ser o motivo de que essa carta nunca será entregue a você.

Com carinho, da sempre sua:

Jessie

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Escreva a Sua História


“Escreva a sua história na areia da praia,
Para que as ondas a levem através dos 7 mares;
Até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.

Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manhã seguinte pelos garis.

Abra o peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as cátedras de Paris.

Defenda a sua palavra,
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.”

Pedro Bial

 

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”

Voltaire

domingo, 14 de junho de 2009

Saudade


Bicho, uma coisa que dói é a saudade,
Porque será que ela nunca tem fim?
Por favor, alguém invente um remédio pra essa dor,
Qualquer coisa que alivie um pouco que seja.
Alguém que saiba o que estou passando;
Que possa dissipá-la de dentro de mim.
O preço, não me importa, o que importa é o fim.
                                                       – da dor. –
Pra que pelo menos um pouco,
Eu possa saber o que é alivio;
O que é ser livre.
Não tenho alergia a nenhum tipo de remédio,
Desde que ele seja eficaz.
Desde que ele limpe, dentro de mim,
Algo que está impregnado há tempos.
Desde que esse remédio, me tire
              – nem que seja a força –
Você.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

No Apartamento

(Dentre as várias coisas que escrevo, de vez em quando, sempre aparece aquela vontade de escrever cenas esporádicas do cotidiano, essa é uma das que eu escrevi, nem sei em que gênero literário isso se enquadra, mas resolvi jogar isso aqui também.) Espero que gostem.


Entraram no prédio, um prédio simples, mas bem conservado. No elevador ela apertou o botão equivalente ao décimo quarto andar, onde morava. Ele só acompanhava, tímido, dizia poucas palavras.

Ao sair do elevador, seguiu para a porta da entrada do apartamento, onde colocou a chave na maçaneta. Entraram. O apartamento em si era simples, mas havia ficado aconchegante, um pequeno toque de requinte e de gosto de uma design formada o deixou como ela mesmo se referia brincando, um palacete, não era grade, pouco imobiliado, os moveis que havia pareciam mais obras de arte contemporânea, nada extravagante demais, simples, mas como ele mesmo disse:

— Diferente! — Ele olhou pra tudo, reparava cada centímetro do espaço onde ele estava. Ainda proferia poucas palavras, mas naquele momento não precisava de muitas. Sentia-se numa mostra de artes, onde só é preciso observar.

Ela não estava no mesmo lugar que ele, já estava em seu quarto colocando algumas coisas no lugar, não tinha nenhuma intenção de levá-lo lá, mas não gostava de suas coisas bagunçadas, desde pequena obteve o que ela chama de pequena “irritação com coisas irritantes”, o que para todos a sua volta não era nada mais que perfeccionismo. Arrumou. Foi até seu ateliê e ligou seu computador, deixou-o ligando e voltou para onde ele estava, ainda observando.

— Quer tomar algo? — Disse ela voltando para a sala.

— Não, obrigado.

— Então vamos, se não fica tarde pra você ir pra casa. — Disse ela olhando pra seu relógio de pulso.

Ele fez sinal que sim, e foram, ela foi na frente e ele a seguindo, olhando disfarcadamente pra tudo, como se quisesse descobrir algo escondido. Entraram no ateliê o computador já estava ligado, como não havia de ser, um senhora montagem no fundo de tela do monitor.

— Quem são? — Perguntou ele, quebrando o silencio que ainda insistia em reinar.

— Pessoas importantes pra mim... Família, amigos... Lugares.

Ele fez um movimento como quem assentiu e entendeu, olhava pra os movimentos precisos dela como uma câmera que não queria perder nenhum movimento.

Ela estava concentrada no programa, quando de repente, como quem acordasse de um transe, olhou pra tudo a seu redor, estava procurando algo, ele não sabia o que era e continuava observando.

— Se importa se eu colocar música?

— Nem um pouco! —Disse ele, abrindo um lindo sorriso.

Ela se levantou e abriu a porta do armário, olhou, olhou de novo e não viu o que estava procurando.

Ele que estava encostado na beirada da mesa da maquina se levantou e impressionado disse rindo:

— Nossa, você tem uma coleção de CDs maior que a minha, isso não pode!

— Ah! Tudo bem. Escolhe um CD aí porque eu não estou encontrando o que eu quero, deve ter ficado na empresa. — Disse sentando de novo na cadeira de frente para o micro.

— Ok!

Ela voltou a se concentrar e ele por conta própria colocou o CD no som. Começou Nando Reis, ela nem se importou, cantarolava baixinho as musicas.

Ele se sentou no pufe que tinha em um canto e olhava pra os armários que estavam a sua frente, não sabe quanto tempo ficou lá, de repente se levantou e como se já estivesse em casa, abriu um dos armários que continham livros. Ao mesmo tempo ela se voltou pra ele dizendo:

—Terminei!

Ele se assustou, e com o susto derrubou um dos livros, o único que estava fora do lugar, como se estivesse escondido no meio de tantos outros. Pegou o livro e nem ligou pra o que ela disse, foliou o livro e perguntou:

— Quem é essa autora, eu não a conheço, já vi esse livro nas livrarias, mas nunca ouvi falar nada dela. Juro que eu não entendo o porquê dela assinar com as iniciais. E elas não me são estranhas!

Ela corou, gelou, mudou de cor, no ímpeto decidiu que era hora de alguém saber.

— Onde você acha que já viu essas iniciais, sem ser no livro?

— Acho que lá na empresa, não sei direito. — Disse ele foliando o livro. — Olha com ela escreve bem! “Para Deus, para meus familiares e amigos e para a minha fonte de inspiração, que mesmo sem saber faz do meu âmago complexo uma simples linha de pensamento.” Dedicatória bonita!

Ela se vira de costas, pega um papel uma caneta qualquer e escreve algo no papel, o entrega.

— O que é isso? — Ele olha pra o papel sem entender nada. — Mas é só o seu nome!

— Tem certeza?! Às vezes vemos sem necessariamente enxergarmos o que está bem na nossa frente escancarado aos nossos olhos, às vezes por medo, ou por ignorância mesmo.

— Não te entendi...

— Olha o que está escrito no papel.

Ele olhou para o papel, estava se sentindo o mais burro dos homens naquele momento, olhou para ela e olhou para o livro, parou seus olhos nas iniciais que estavam no lugar do nome da autora, olhou de novo para o papel, arregalou os olhos e soltou uma gargalhada.

— Deus! Como eu sou burro!

— Para com isso, nem é pra tanto, se fosse pra me descobrirem eu tinha colocado meu nome.

— Ah! Mas você não entregou a ninguém seu nome e pediu para comparar com as iniciais!

— Se eu tivesse feito isso, ninguém ia descobrir, não se eu não falasse.

— Ta, mas... Quem é sua fonte de inspiração?

— Se eu falasse teria que te matar.

— Nossa... E ele não sabe até hoje?

— Creio que não, ele é meio... Deixa pra lá!

— E você ta longe dele?

— Nesse momento, nem tanto!

— E porque não fala pra ele?

— Sei lá... Medo!?

— Medo de quê?

— De parecer infantil!

— E se ele sentisse a mesma coisa?

— Meio difícil!

— Difícil nada... E se ele chegasse perto de você e te desse abertura o que você faria?!

— Eu diria que o amo, iria beijá-lo e diria que... Nada. —Se virando para o monitor.

Deu alguns comandos para o programa e se voltou para ele, se assustando com a aproximação. Se levantou, deixando o monitor livre pra que ele visse a obra, mas ele nem ligou.

Aproximou-se dela e com uma precisão nas mãos que só ele tinha a segurou em seus braços e a beijou.

Ela ficou assustada, não esperava essa atitude dele, pensou ter sido muito dada enquanto correspondia o beijo que tanto queria.

Ele a acariciava nas costas correndo toda a extensão dela. Beijava-a com vontade, ele também tinha vontade de dizer o mesmo, mas tinha o mesmo medo que ela o achasse piegas.

[Continua (?)]

terça-feira, 9 de junho de 2009

Paradoxo Perfeito

Se te Olvido

Está faltando algo, meu interior sabe o que é, grita dentro de mim e eu finjo não escutar ou não escuto, não entendo. Já não falamos a mesma língua a muito, a batalha nos dividiu em partes, horas iguais, horas completamente opostas.

De quem é a culpa por isso tudo? Eu? Você? É bem provável que seja de ambos. Só não me pergunte por que, mas eu sei que você tem parte nisso.

Existem coisas que não conseguimos sozinhos e essa é uma delas, eu acredito piamente nisso. Eu não conseguiria me contradizer tanto, não eu. A linha de raciocínio impecavelmente lida e re-lida milhares de vezes antes mesmo da pronunciação dela. Com você por perto isso não existe.

Por perto? – Gargalhadas – Não, eu não disse isso. Seria até engraçado eu dizendo isso, mas é trágico. Você me açoita, me assusta, me trás paz, alegria, tristeza. Afugenta meus medos, me fragiliza, mas mesmo assim, eu ainda não descobri se é melhor te ter ou não te ter, eis a questão.

Meu paradoxo perfeito. Cheio de questões cujo a única resposta se resume em uma só. Os problemas que apesar de vários caminhos, chegam uma só solução.

P.S.: Eu ainda não tive coragem de re-ler.

sábado, 6 de junho de 2009

O Menestrel


Um dia você aprende que...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ciclo Vicioso

Ciclo vicioso! Segundo o dicionário, ciclo nada mais é entre outras coisas que: série de fatos que se sucedem, determinados pelas mesmas causas ou influências, e vicioso: que tem vício(s); em que há vícios; logo, ciclo vicioso é uma serie de fatos ou acontecimentos em que se há vícios, ou que a pessoa não consegue deixar esses fatos passarem, vive neles todo o tempo.

Na minha concepção, ciclo vicioso se explica melhor em uma relação a dois, por exemplo: Quando um casal se ama, mas não consegue nem ficar junto e nem separado, tudo começa em um beijo de reconciliação, depois passa pra briga e depois voltamos ao beijo de reconciliação, assim, tudo o que vivem é limitado ao desejo e ao ódio.

Tem também aquele caso da pessoa que ama, mas não assume. Tesão reprimido ou mesmo amor reprimido, tudo o que a pessoa nessa situação faz, é ter ódio, mas que quando chega ao seu extremo tem que se esvaziar aí entra o desejo, que quando ele se satisfaz aí voltemos lá no começo de tudo, quando falamos do ódio.

Mas o mais intrigante desses casos, é que ambos são extremamente eficientes para as pessoas hoje em dia. Nada de compromisso, só o sexo e o desejo fazem o trabalho.

Só que... Como em toda regra há a sua exceção como explicarei aqueles casos em que o desejo fica reprimido mas não tem como ser saciado, quando a coisa fica seria o suficiente pra que só de olhar a foto ou só de ver os traços ou as manias dele ou dela em alguém da vontade de largar tudo e correr meio mundo só pra jogar tudo na cara e depois ganhar aquele beijo desejoso e desejado que meche com o âmago do ser do individuo.

É mais ou menos assim, a pessoa ama em segredo, nega a todos todas as evidências desse sentimento e de tanto que esse sentimento fica reprimido, quando ela (a pessoa) está distraída ele vem pra mostrar que existe, e mexe com todo o psicológico, abalando, tremendo até as bases, aí nasce o ódio, e daí o desejo, que muitas vezes é mutuo, mas que as pessoas têm medo de experimentar. Acho que é medo de cair em algum ciclo vicioso.