sábado, 30 de maio de 2009

O meu anjo

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Este é o meu anjo, poucos o conhecem, aliás, muitos o conhecem, mas poucos o vêem como eu. Poucos ou talvez quase ninguém tem a preocupação de saber o que se passa com ele, se ele está bem, se está feliz, se está triste, se te falta algo, a sua opinião. Mesmo assim ele está ali, para que todos vejam. Muitas vezes mascarado, pensamos ser outra pessoa e ele consegue enganar a muitos. Suas máscaras ainda carregam muito dele, mas mesmo assim, eles pensam ser outro.

Sua afeição, na maioria das vezes é cansada, parece que ele carrega um mundo inteiro em suas costas, o que seria cômico, se não fosse tão irônico, pois ele carrega, todos os olhares o vigiam, um passo em falso e ele é criticado, ele não se importa e continua sua caminhada. Tenta ser o mais normal possível, mas está condenado a se destacar a qualquer multidão que seja.

O meu anjo, brinca com as mascaras que lhe são dadas, faz delas a sua maneira algo para enfeitar o mundo que ele carrega nas costas. As pessoas riem, choram mas não piscam diante dele.

Seus olhos verdes, combinados com o olhar sedutor e profundo, catam as pessoas e as trazem para seu mundo. Fazem-nas felizes transformam o que elas chamam de mundo. Colore o seu próprio mundo com mais um sorriso estampado.

O meu anjo, não é apenas aquela máscara que volteia aquele rosto, não é apenas aqueles olhos encantadores que buscam a felicidade para colorir o mundo. É aquele que ainda que cansado sorri para que as pessoas possam sorrir também, é aquele que chora pra que as pessoas possam sorrir, aquele que ri quando no fundo precisa chorar, aquele que espera o seu desabafo pra que o mundo desabafe antes dele, é aquele que busca no seu próprio âmago um meio de mudar o olhar das pessoas desatentas para a felicidade do seu lado.

...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Às Vezes

Acho que não é mais segredo pra ninguém o que eu sinto por você,
Até um cego veria, da maneira dele, mas veria...
Porque tem que ser assim?
Tudo prende a sua atenção, menos quem quer pelo menos uma fração dela.
Será que você não vê, não aprende e não entende?
Queria saber como eu faço pra chamar a sua atenção.
Como diria uma canção:
“Eu vou contar pra todo mundo, eu vou pichar sua rua
Vou bater na sua porta de noite, completamente nua.
Quem sabe então assim! Você repare em mim?”
Não quero precisar fazer isso...
Já é humilhação demais todos saberem e você...
Você ficar em seu mundinho, como se nada tivesse acontecendo.
Às vezes, não existe nada acontecendo mesmo.
Às vezes, eu não sou mulher o suficiente pra você.
Às vezes, eu sou uma burra por sentir isso.
Às vezes, eu deveria ter mais amor a mim mesma,
E ver que você às vezes, não merece o que eu sinto.
Às vezes, eu deveria aprender novamente a viver sem você.
Às vezes, eu acho que nada mais vale à pena.
Às vezes, eu acho que está tudo errado,
Que tudo isso que passei ainda não foi o suficiente,
O suficiente pra aprender que somente às vezes
Você finge que eu não te amo o bastante.
E que às vezes, me ama mais...
Duvido!
Às vezes, você prefere ficar sozinho do que me ter ao seu lado.
Problema seu!
Às vezes, eu te amo o suficiente pra saber que você não é bom o bastante pra mim.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Marcas

 

Há marcas em nós, feitas pelo tempo ou mesmo por casos esporádicos da vida, que são pra sempre.

Às vezes, feias, profundas, grandes, mas que sempre o tempo se encarrega de cicatrizar, o que não adiantaria muito, se vai a dor, mas ela ainda fica ali, marcada pra sempre em nossa pele, como uma tatuagem, só que sem a “beleza” que ela tem ou o ferro em brasa, marcando a pele. Muitos usam a própria tatuagem pra tampar as marcas que a vida o trouxe. Uma marca em cima da outra, uma lembrança puxando a outra.

Sempre que a pessoa olhara para aquele desenho em sua pele, irá ver a marca que ele tentou esconder, inutilmente, dele mesmo.

Tentar esconder dos outros o que há em baixo da tatuagem é até fácil, mas esconder de nós mesmos é impossível. A dor imensurável que sentimos enquanto o tempo encarregava de cicatrizar a ferida, só de ser lembrada, causa dor.

Esquecer que essa marca existe é muito difícil, mas não é tão impossível assim, só que quando nos lembramos dela, parece que voltamos à estaca zero, e temos que quase viver tudo de novo. Parece fácil falando assim, mas viver um dor duas vezes não é bom, ainda mais quando a dor estava apenas “adormecida”. Dizem que quando um sentimento “adormecido” “acorda”, ele acorda milhares de vezes mais forte, é como se o sentimento estivesse juntando forças para voltar a ativa.

Quando ele volta, aquele remendo mal feito que o tempo havia feito, aquele que ele tinha acabado de terminar, se abre, parece um buraco negro nos sugando pra dentro de nós mesmo. Temos medo do que pode acontecer, nos desesperamos e já não queremos mais ficarmos a sós com nós mesmo. Isso tudo por causa de uma marca.

Nos perguntamos milhares e milhares de vezes: “Por quê?” “Quando isso vai acabar?”. Quanto mais essas perguntas são feitas, mais espaço esse buraco vai abrindo e mais somos sugados por ele.

Há marcas que mostramos com louvor. “Eu sobrevivi!”. Parabéns. Eu também. Tenho sobrevivido a várias outras marcas que são maiores que eu, e não desisti. Ainda vou descobrir o que as faz abrir novamente para que isso não ocorra de novo. E quem sabe de quebra não descubro como não sair marcado de uma situação qualquer. Seria ótimo ser marcado por não se marcar mais.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Circo


Um dia alguém me disse que cada circo tem seu espetáculo;
Que cada noite é uma apresentação diferente!
Uma espera nova, uma magia nova!
Que cada risada de uma criança é diferente quando o palhaço aparece.


Palmas… Palmas…


Sejam bem vindos ao circo chamado CORAÇÃO!
Aqui tivemos espetáculos de todos os jeitos tristes e alegres.
Um pouco conturbado com a elevação de temperaturas
Ou pelo o fato de faltar aquecimento se tornando sentimentos negativos.
O clima do local é úmido, muito úmido e frio!
Com uma leve camada de gelo! Mas o gelo também esquenta!!
Não a ponto de derreter e se transformar em primavera ou verão, mas...
Ontem tivemos um espetáculo. Em cartaz: um ser meio indescritível!
Trouxe palavras lindas, doces, quem sabe até mostrou o perfeito.
O mais belo sonho para bailarinas que procuram seu soldadinho...
O ontem passou... O protagonista foi sem deixar rastro!
Mostrando as palavras feias de dor, o amargo, e o imperfeito do show!
A bailarina chora pelo seu soldadinho ter se transformado em uma bela ilusão,
Se tornando mais um bonequinho de prateleira...
Ao fechar a cortina percebemos que até os palhaços choravam,
Choravam por saber que mais cedo ou mas tarde as máscaras caiam...
A maquiagem borrava, e o verdadeiro espetáculo não passou de ilusão de ótica.
Coisas da imaginação com bonecos reais!
Com fatos reais...
Uma única certeza: o show não vai continuar.
Até as lágrimas secarem e restabelecer onde cada um deve ficar...
Assim que essa onda de choro passar
Um mar de revolta, de medos, de certezas, de lágrimas...
Vai passar!
Fecharemos as cortinas com plaquinhas: “Foi bom enquanto durou!”
Mas descobrimos que os palhaços também choram apesar de suas maquiagens ALEGRES.

Pequena-loh

domingo, 17 de maio de 2009

Um pensamento…

Eu sou a favor do amor. Não aquele que vem e passa (na verdade isso não é amor, mas…), mas aquele sentimento sublime que nos une fraternalmente.

As pessoas hoje em dia aprenderam a filtrar esse sentimento excluindo-o, simplesmente excluindo-o. É mais fácil mostras o ódio pras pessoas, isso pode até ser, mas eu ainda acho que é muito mais fácil mostrar o amor.

O simples fato de um pai estar feliz com seus filhos, com sua família ou de um filho para com seus pais, voltando pra casa após anos ausente. É... Isso emocionaria a milhares de pessoas há alguns anos atrás, pode até ser que algumas delas se sentissem em algumas situações citadas ou em outros casos, que por sinal são inúmeros, mas é muito mais fácil excluí-los.

É muito mais fácil, e mais barato, diga-se de passagem mostrar a adversidade entre o ser humano, realmente em qualquer esquina irá se encontrar uma briga por um motivo qualquer. Nos centros de filmagens de grandes filmes eles não precisam fazer um sítio de filmagem para cenas de lutas e brigas entre os personagens, basta apenas ter os personagens, qualquer lugar é lugar para uma “boa” briga.

As pessoas ficam vidradas na tela, esquecem até do que está acontecendo em sua volta, isso tudo por causa dela. Acham chatas as cenas em que mostram o sentimento de fraternidade que temos uns com os outros, do sentimento puro e simples que pode acontecer somente com a cumplicidade das pessoas umas com as outras.

Eles acham que um bom filme de suspense não combina com esse sentimento, mas a motivação dos filmes de ação é o “amor”. Irônico. Pensar que as pessoas passam por cima das outras por causa desse sentimento, visto que ele nos ensina o contrário.

Podem pensar que eu falo besteiras em cima de besteiras, que não estou falando coisa com coisa. Olhe em sua volta e veja o que está acontecendo.

Um lugar pra eu chamar de meu

É só um blog, mas pretendo colocar aqui um pouco de tudo, ecleticamente falando.