Quantos contos-de-fadas a gente já viu e já ouviu falar por aí? Quantos príncipes em seus cavalos brancos, quantas princesas em suas carruagens, não é mesmo?A Disney, a campeã nessa área, fabrica contos-de-fadas que agradam à Gregos e Troianos, tem de (quase) todos os gostos e qualidades. De sereia à anão, poucos os que não se comovem com cada história. Afinal é sempre o que nos é enfiado goela abaixo quando somos crianças, não é mesmo?
Não, isso aqui não é nem um protesto nem uma crítica à chamada "fábrica de sonhos", até tenho vontade de ir lá alguma vez na vida.
Isso aqui é só uma reflexão, um, sei lá, comentário sobre o que eu realmente acho um verdadeiro conto-de-fadas. E olha, raras são as fadas-madrinhas nessas histórias.
Quantas princesas vocês já viram salvando a vida de outras princesas? Clichê isso, não é? Mas é verdade, os contos-(nada)-de-fadas que têm me enchido os olhos d'água ultimamente são dos príncipes e princesas que, respectivamente, salvam seus príncipes e princesas do dragão da homofobia, da madrasta do preconceito, da torre alta da hipocrisia e vão ser felizes para sempre em seus castelos, com filhos, cachorros, gatos e tudo mais que um família qualquer tenha.
Esse conto de realidade ultimamente é o que tem mais feito eu sonhar.
Ver por aí casais que são felizes e têm suas vidas, são casados de fato, é de encher os olhos, o coração e os sonhos. É desse tipo de conto-de-fadas que eu estou falando, é esse sonho que eu quero viver. Mesmo sem a fada madrinha.